sábado, 30 de outubro de 2010

Para que haja diá-logos

Para que haja diá-logos

Para que haja diálogo, já diz a sabedoria popular, é necessário que haja abertura. Mas que tipo de abertura é essa?

Para que haja diálogo, é necessária abertura para escutar, e não me refiro simplesmente a ter os ouvidos limpos e funcionando, mas estar aberto a possibilidade de ser transformado pela fala do outro, estar aberto a possibilidade de deixar o lugar onde se está, de mudar de opinião, de se tornar uma pessoa diferente de quem se é agora (e talvez até de se tornar mais você mesmo).

Para que haja diálogo, também é necessária abertura ao falar, essa abertura se manifesta em uma fala respeitosa, que expõe uma posição ou uma opinião exatamente como o que ela é: uma posição ou uma opinião dentre tantas outras, e não uma verdade absoluta regida por Deus e escrita em pedra imaculada e intocável.

Para que haja diálogo, é preciso, acima de tudo, abertura para ser, para ser quem se é e abertura para que o outro também o seja.

Só então, nessa abertura, os discursos se abrem e se misturam, deixando de ser meus ou seus, mas nossos, provenientes de um entre nós. Um diá-logos.

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