domingo, 26 de dezembro de 2010

A Louça e a Vida

A louça e a vida

Diante da pia lotada, não sei por onde começar, parece que a bagunça não tem início nem fim.

Escolho começar pelos talheres, os problemas pequenos são mais fáceis de resolver. Ajeitando um por um.

Logo não há mais problemas pequenos e tudo que me resta é olhar para os grandes e enfrentá-los.

Me concentro nos pratos, mais fáceis de arrumar, de forma parecida, ao pegar o jeito, resolver um é como resolver qualquer outro.

Mantenho o foco, pois corro o risco de me perder concentração e deixar um prato cair e quebrar. Perder-se na repetição, só porque os problemas parecem (e apenas parecem) iguais, sempre aumenta o problema.

Limpar e organizar se tornam uma tarefa só. É preciso abrir espaço.

Plásticos, travessas e panelas são os próximos, deixei alguns de molho com detergente logo no início, tenho que tomar cuidado para não escorregar da mão e nem deixar de limpar nenhuma parte. Os problemas maiores e de formas variadas, devem ser encarados um a um, cada um com suas peculiaridades e singularidades.

Termino com os copos, o que mais detesto limpar. Deixamos os problemas mais incomodos pro final, mas isso não os torna melhores ou piores, eles permanecem lá, nos esperando. Teremos que resolvê-los, cedo ou tarde, o importante é não deixá-los acumular.

Diante da pia vazia, diante da vida clara e calma, estamos prontos para partir... quando sempre chega mais um pouco de louça esquecida na mesa. Sempre pintam problemas inesperados, principalmente quando todos parecem ter sido resolvidos, o jeito é respirar fundo e ir em frente...

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