domingo, 11 de setembro de 2011

Tema Livre

O que escrever?

Esta é a grande pergunta de todo escritor. Só ele sabe o desafio de estar diante de um papel em branco (ou uma tela igualmente em branco) e começar a desfiar palavras.

Antes de começar, infinitas ideias cruzam o pensamento, como estrelas cadentes no firmamento do céu noturno.

Nossa! Bonito isso. Fui eu mesmo quem escrevi?

Há momentos que sinto que não sou exatamente eu quem estou no controle do que escrevo. Bom, até aí nem sempre estou no controle do que falo, do que faço, do que sinto, mas deixemos esta questão do inconsciente para os discípulos de Sigmund Freud e foquemos apenas no ato de escrever.

A sensação que tenho é que as ideias ficam me rondando, falando comigo, tentando me seduzir. “Ei! Veja como sou uma ideia legal, tenho certeza de que você adoraria escrever sobre mim.”, da mesma forma, os personagens se apresentam, com nome, sobrenome e breve histórico. Quase uma avaliação de currículo por um departamento de recursos humanos.

Em meio a este turbilhão, como escritor me sinto puxado em várias direções, sem saber para onde ir. Termino paralisado. O famoso bloqueio de escritor.

Mas como escolher? Todas as ideias que me assombram são tão boas, tão maravilhosas, tão fantásticas. Afinal, são minhas ideias! Qual pai não acha o seu filho o mais lindo do berçário?

Em meio a tudo isso, a caneta dança em minha mão, e sem perceber, sem controle, o texto se apresenta pronto, inegavelmente uma parte de mim, mas ainda assim algo além. Livre para tocar outras almas pelo mundo...

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