segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

E o Mundo Não Acabou... Será?


Ao longo deste ano, como já aconteceu no final do século passado, fomos assombrados por mensagens apocalípticas que prometiam que deste ano o mundo não passaria. Muitos se embasaram para tais afirmações no fim do calendário maia (mas no meio do ano já haviam descoberto um outro calendário deles que continuava a contagem dos anos para muito além no futuro) chegando a postular uma data específica para o evento, 21/12/2012. Aliás, eu não sei como chegaram a esta data, já que o calendário gregoriano, aquele usado hoje em dia na maioria dos países, só foi promulgado em 1582, e os maias nem tinham ideia de que ele viria a existir um dia.

Como ainda estamos aqui, logo se assumiu que o mundo não terminou e choveram piadinhas das mais diversas sobre o acontecido (as minhas preferidas são o vídeo com o Galvão Bueno narrando o fim do mundo e o Ultraman caindo na porrada com o Godzilla no fim do mundo japonês), além de explicações esotéricas dizendo se tratar de um fim do mundo metafórico, no sentido de uma mudança de era, paradigma, ressonância energética, etc.

Mas será mesmo que o mundo não acabou?

É comum nesta época de final de ano, pensarmos sobre as realizações alcançadas e nas não alcançadas ao longo do ano que se passou e colocarmos nossas esperanças e planos no ano que está por vir, o ano novo. Só que as pessoas se esquecem de que para existir um ano novo, é preciso ter havido um ano velho, um tempo que se foi e que não existe mais. Um mundo de possibilidades que deixaram de acontecer.

Pare por um instante e lembre de quem você era um ano atrás, no final de 2011, e compare com a pessoa que você é agora. Se puder, pense em cada escolha que você fez ao longo destes  últimos 365 dias, quanto o seu mundo seria diferente agora se você tivesse escolhido diferente naquelas ocasiões, e perceba quantos mundos acabaram em 2012, apenas para você.

Cada vez que fazemos uma escolha, estamos abdicando de infinitas possibilidades que poderiam ter vindo a ser, estamos destruindo mundos, e isso nem sempre é fácil. Na verdade, é bem angustiante ser responsável por tanta destruição. Mas não escolher, de uma certa forma, também é uma escolha, o que não nos exime da responsabilidade do mundo criado desta forma, então estamos presos nessa liberdade e o melhor é escolhermos tentando construir o mundo que realmente desejamos.

Que em 2013 vocês possam destruir muitos mundos, na incessante busca de contruir o mundo que desejam.

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