sexta-feira, 31 de maio de 2013

Livro Para Ouvir

Após ler a coluna a respeito de audio livros do meu colega escritor Andre Zanki Cordenonsi (clique aqui para ver) na Revista Fantástica, fiquei com vontade de compartilhar a minha experiência com esta forma alternativa de literatura.

Lembro de um pequeno stand dentro da livraria saraiva pelo qual eu as vezes passava com certa curiosidade que continha estes tais audio livros, mas eu os achava muito caros e ao mesmo tempo a maioria eram livros clássicos de copyright livre e por isso facilmente encontráveis pela internet de forma gratuita. Os que não se enquadravam nessa classificação eram livros que não me interessavam muito e/ou eu não me arriscaria a pagar o preço deles (que eu considerava alto, como já coloquei) apenas para experimentar.

A minha primeira experiência com este tipo de material aconteceu enfim em 2008 quando, ao participar de um encontro do site de relacionamentos skoob (http://www.skoob.com.br) eu recebi de brinde dois livros desses em forma de discos de dvd produzidos pela editora plugin. Lembro que na época algumas pessoas devolveram dizendo não gostar de audio books, mesmo afirmando nunca terem experimentado quando questionadas. Eu guardei os meus e deixei pra lá.

Foi apenas cerca de um ano depois que eu resolvi "ler" um desses livros. No caso o título era "Marley e Eu" e eu fui colocando os capítulos aos poucos no meu celular para escutar no ônibus, no metrô e até caminhando pela rua. A história de John Grogan com seu cachorro reverberou na minha própria história com Endy, minha cadela que viveu comigo dos meus cinco aos meus dezoito anos, mas acho que a narração de Luís Mello acentuou ainda mais minhas emoções me fazendo rir, gargalhar e debulhar-me em lágrimas em público.

Até hoje não "li" o outro audiolivro que ganhei naquele evento, mas um gênio havia saído da garrafa e eles são difíceis de se expremer de volta. De lá para cá tive boas experiências com audio livros, uma amiga me emprestou "Comer, Rezar e Amar" e acabei comprando a continuação "Comprometida", mas também tive experiências ruins como quando ouvi o livro "O Caçador de Pipas", mas nesse caso não culpo o formato em áudio, já que depois li o livro escrito e não o achei nem um pouco melhor.

Mais recentemente conheci a Radiola Literária (http://radiolaliteraria.blogspot.com.br/) um programa de audiocontos de autores brasileiros, dos quais eu recomendo o "Reflexões" de meu outro colega Paulo Fodra e também conheci a versão de audiobooks da amazon, o audible.com através de um audio conto disponibilizado pelo meu autor favorito Neil Gaiman, que é totalmente assustador (se conhecer a língua inglesa e quiser ver este conto, vá em http://audible.com/scareus e baixe gratuitamente).

Não sei se algum dia o audiolivro vai se firmar, se as pessoas vão perder o preconceito com ele, mas o que eu posso dizer da minha experiência é: Experimente! E então depois crie suas opiniões a respeito, ao invés de fazer o contrário.

Mais uma coisa antes de ir: Fiquei com muita vontade de gravar um audioconto eu mesmo. :)

2 comentários:

Lucia disse...

imppossível não chorar com marley e eu, mesmo quem nunca teve cachorro como eu.

Sandro Quintana - Andarilho® disse...

Se você que não teve, chorou, imagine eu que tive uma por anos?
Lembro que em duas situações as pessoas me olharam estranho enquanto "lia" na rua. Uma em que gargalhei em um ônibus indo pro trabalho e outra em que caminhava chorando indo pra casa.