sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Revolução Sem Rosto

O movimento que começou algumas semanas atrás e tem gerado manifestações por todo o Brasil e ao redor do mundo ainda precisará conseguir um nome nos livros de história. Não é apenas por causa de 20 centavos, e nem é o Movimento do Passe Livre, como a mídia tem tentado direcionar, apesar destas terem sido as sementes que iniciaram tudo.

Nem é o movimento algo ligado a partido ou contra qualquer partido, apesar de muitos tentarem puxar a sardinha para a sua brasa ou canalizar as chamas para queimar o adversário.

Nesta necessidade de um nomenclatura, alguns usam o nome do MPL, outros chamam de "Primavera Brasileira", em uma associação com os movimentos populares no oriente médio, há ainda as milhares de hashtags que se espalham pelas redes sociais buscando por um nome, o mais comum sendo #MudaBrasil.

Mas a verdade é que esta é uma Revolução Sem Nome.

Esta é uma Revolução Sem Rosto.

E é sem rosto porque tem milhões de rostos. Milhões de pessoas que emprestam o seu rosto a um movimento que clama por mudanças. Em uma expressão da singularidade humana em meio a uma coletividade.

Somos os rostos que vão a rua, gritar "Sem Violência", carregando cartazes cada um com seus ideais e filmando o que realmente está acontecendo e a mídia não quer mostrar.

Somos os rostos na janela, atuando como testemunhas, aplaudindo e liberando wi-fi para que a verdade alcance o mundo.

Somos os rostos que em frente a uma tela de computador, compartilham vídeos e relatos, disseminando informação, esclarecendo, comentando.

Somos os rostos de outros países, que se tornam nesse momento um pouco brasileiros, assim como nós nos tornamos um pouco canadenses, turcos, sírios, russos, portugueses e argentinos. Pois nosso clamor vai além das fronteiras.

E cada rosto empresta ao movimento sua voz, que de uma forma ainda difusa em uma cacofonia ensurdecedora para os governantes se unem em um brado retumbante:

BASTA!


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