quinta-feira, 27 de junho de 2013

Você gosta de azeitona?

"Eu sou maior do que todos os meus rótulos."
- Michael White

Você  gosta de azeitona?

Sim, estou perguntando isso a você. Você que está lendo isso agora.

Você gosta de azeitona?

Imagino uma grande diversidade de respostas, além dos vários "sim" e "não", há a possibilidade de "apenas verdes", "apenas pretas", "só na pizza", "não gosto, mas como", etc.

Mas e se eu tivesse aqui comigo um vidro de azeitonas e te perguntasse "Você gosta destas azeitonas?"

A resposta não viria tão fácil, não é?

Afinal, você não sabe como são estas azeitonas.

Ao olhar o rótulo, você poderia ter diversas informações sobre elas, se são pretas ou verdes, com caroço ou sem caroço, qual a empresa que as coloca em conserva e as distribui, quantas calorias, proteínas, gorduras e sódio elas possuem. Mas saber disso tudo responderia a minha pergunta? Você gosta dessas azeitonas?

Então, o que seria necessário para obter uma resposta?

Seria necessário que você abrisse o vidro, pegasse a azeitona, sentisse a sua textura em contato com a sua pele, seu formato, seu cheiro. E por fim, colocasse em sua boca e absorvesse o seu sabor.

Sabor este que pode ser ácido, amargo, pungente, picante, salgado, adocicado, e uma outra infinidade de sabores diferentes. Só aí você poderá dizer se gosta ou não destas azeitonas.

Com as pessoas é a mesma coisa.

Enquanto ficamos apenas em seus rótulos, coletando informações, podemos dizer se gostamos do rótulo, mas não das pessoas. Apenas quando nos abrimos para conhecer as pessoas, para nos relacionarmos com elas e nos darmos conta das sensações que elas nos causam é que podemos verdadeiramente dizer o que achamos delas.

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