quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

As Superstições dos Outros

Pular sete ondas, comer lentilha, oferendas a Iemanjá, rezar o terço, orações de graças na ceia de ano-novo, usar roupas novas ou de uma determinada cor, essas são algumas das práticas realizadas no reveillon visando tornar este ano um ano melhor.

O que todas estas ações tem em comum? Todas são motivadas pela fé de seus praticantes no poder destas para transformar o mundo, atrair sorte ou ficar na graças a figuras sagradas. Só que algumas são chamadas de crenças e outras de superstições.

Mas o que faz alguma coisa ser considerada como crença e outra como superstição?

O termo superstição é geralmente usado de forma pejorativa, como algo de pessoas tolas, irracionais, até porque uma "superstição" é a compreensão de uma relação entre uma causa e um efeito sem necessariamente uma base racional, ou seja, com base em uma crença.

Mas peraí! Se a superstição é uma crença qual a diferença, afinal?

Se prestarmos atenção na forma como as pessoas falam estas palavras teremos uma pista: A maioria das pessoas (temos exceções) usa o termo crença para designar aquilo que elas próprias acreditam. "A minha crença é o que eu acredito.", por exemplo. E a superstição? Normalmente usamos esta palavra para falar do que os outros acreditam, como se a crença do outro fosse algo menor.

No final das contas, tudo é crença, só muda o que cada um acredita. Seja "superstição" ou não. Talvez ao compreendermos isso se torne mais fácil respeitar.

Nenhum comentário: