segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nanocontos de 29 de abril de 2012

Ele tinha tão claro o que queria em sua vida, mas foi em um desvio de percurso que encontrou aquilo que o buscava.

Do banco de clones, humanos saiam em série. Programados com suas funções. Mas um secretamente tinha um defeito: era criativo.

Diante das gotas caindo, ele fecha a janela, temendo a chuva. Mas não há chuva essa noite, e as gotas q caem do teto são sangue.

Mesmo com o corpo doendo dos ossos quebrados, ele olha para os motoqueiros sorrindo. Hoje é lua cheia, e o céu está se abrindo.

Não havia nada lá! Tinha certeza. Mas sentia que estava sendo observado. Como se as próprias sombras tivessem olhos.

domingo, 29 de abril de 2012

Nanocontos 27 e 28 de abril de 2012

Continuando os nanocontos.
Comentários são bem vindos

28/04
Após uma vida inteira, havia alcançado o pico do monte. Lá de cima, apenas um pensamento lhe vinha: "Agora, como eu desço?"

27/04
Sem saber como ali chegara, se viu diante de três caminhos. A cada passo, os caminhos permaneciam, e ele se transformava.

Olhando a imagem no espelho, ele perguntou "quem é vc?". Imaginem o susto quando o reflexo respondeu!

Ela se viu perdida na pior das prisões, a de ser quem era. Não via saída a não ser se transformar, mas tinha medo de suas asas.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Nanocontos - 26/04/2012

Como um exercício criativo, comecei ontem a postar nanocontos na minha conta do twitter (www.twitter.com/andarilhor).

Um nanoconto é uma história contida em um espaço curto de caracteres, no caso eu estou usando um máximo de 129 (11 são para a hashtag #nanoconto), e é interessante tentar expressar uma cena, uma ideia, em um espaço tão curto.

Não sei se farei isso todos os dias, mas sempre que fizer estarei postando aqui os nanocontos que escrevi no dia anterior.

Comentários são bem vindos.

Grande abraço, e divirtam-se:

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Quando o último grão se soltou do topo da ampulheta, ele tambem se lançou no vazio, tentando agarrar aquele instante derradeiro.

Diante de uma escolha, ela se dividiu. Viveram suas vidas, mas sempre com um "se". Ao se reencontrar, pediram "vamos trocar?"

Um momento, era tudo o que queria. Estar com ela novamente, mesmo que por um mísero momento, seria a eternidade...

Corria sempre atrasado, nunca chegando ao presente, sempre no passado. De tanto correr, acabou adiantado. Continuou desalinhado.