quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

7 Coisas que aprendi sendo terapeuta infantil:

- O mundo é uma grande brincadeira.
- As coisas são simples, os adultos que complicam tudo.
- Se tenho sede de coca-cola, não é um copo d'água que vai me satisfazer.
- Beber água em copo de vidro, andar sem ninguém segurar a sua mão, fazer alguma coisa sozinho... não são pequenas conquistas!
- Quando se quer a compania de alguém, não basta estar na mesma sala.
- Se for chorar, chore cada gota, não guarde lágrimas para depois.
- Toda criança (dos 2 aos 200 anos) precisa ser escutada, você já escutou a sua criança hoje?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Deus não se importa

Deus não se importa

Deus não se importa se você é branco, negro, amarelo ou verde com bolinhas laranjas.

Deus não se importa se você é rico, pobre ou nenhum dos dois.

Deus não se importa se você é gay, machão, ou vive em castidade e celibato.

Deus não se importa se você é católico, evangélico, espírita, hiduísta, budista ou acredita em duendes e discos voadores.

Deus não se importa se você o louva, ou se acredita que ele não existe.

Deus não se importa com o que você fez, deixou de fazer, ou pensa em fazer.

Deus não se importa... ele te ama assim mesmo, do jeito que você é!

domingo, 11 de setembro de 2011

Tema Livre

O que escrever?

Esta é a grande pergunta de todo escritor. Só ele sabe o desafio de estar diante de um papel em branco (ou uma tela igualmente em branco) e começar a desfiar palavras.

Antes de começar, infinitas ideias cruzam o pensamento, como estrelas cadentes no firmamento do céu noturno.

Nossa! Bonito isso. Fui eu mesmo quem escrevi?

Há momentos que sinto que não sou exatamente eu quem estou no controle do que escrevo. Bom, até aí nem sempre estou no controle do que falo, do que faço, do que sinto, mas deixemos esta questão do inconsciente para os discípulos de Sigmund Freud e foquemos apenas no ato de escrever.

A sensação que tenho é que as ideias ficam me rondando, falando comigo, tentando me seduzir. “Ei! Veja como sou uma ideia legal, tenho certeza de que você adoraria escrever sobre mim.”, da mesma forma, os personagens se apresentam, com nome, sobrenome e breve histórico. Quase uma avaliação de currículo por um departamento de recursos humanos.

Em meio a este turbilhão, como escritor me sinto puxado em várias direções, sem saber para onde ir. Termino paralisado. O famoso bloqueio de escritor.

Mas como escolher? Todas as ideias que me assombram são tão boas, tão maravilhosas, tão fantásticas. Afinal, são minhas ideias! Qual pai não acha o seu filho o mais lindo do berçário?

Em meio a tudo isso, a caneta dança em minha mão, e sem perceber, sem controle, o texto se apresenta pronto, inegavelmente uma parte de mim, mas ainda assim algo além. Livre para tocar outras almas pelo mundo...

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Nova Revolução Sexual

"É possível ter sucesso sozinho, mas com quem você vai brindar o champagne?"
- Alejandro Spamgenberg

A poucos dias, uma amiga lançou a seguinte pergunta em uma rede social: "O que querem os homens?"

Juro que minha vontade foi mandar uma piadinha do tipo "mulher pelada, cerveja gelada e pizza quente." Mas cheguei a conclusão que a piadinha seria muito da sem graça e não responderia a pergunta em si.

Então o que querem os homens? Será que sabemos? Poderia devolver a pergunta para ela, questionando "O que querem as mulheres?" Será que elas sabem? Acho que a verdade é que ninguém sabe realmente o que quer.

Na década de 60, a mulher quis "tomar o lugar do homem", ou melhor dizendo, quis tomar os lugares que antes eram ocupados pelos homens e com "igualdades de direitos e deveres".

E o que ela conseguiu com isso? A mulher atual mergulha no "mundo masculino" lutando por se manter feminina. Tem que equilibrar carreira, casa, relacionamentos, filhos, e ainda cuidar de si mesma. Uma verdadeira malabarista. Não é a toa que o número de infartos em mulheres aumentou e está quase equiparado ao dos homens nas últimas décadas.

E os homens nessa história? Sim, porque fala-se sempre da revolução sexual pelo lado das mulheres, mas e como isso afetou a nós, homens? A verdade é que estamos perdidos, sem saber pra onde ir e o que fazer.

Antigamente, os papéis do homem eram claramente definidos. Ele era o provedor, o senhor do castelo, o macho-alfa. E agora? O que fazer diante desta mulher poderosa, que ganha seu próprio sustento, que não precisa mais dele nem mesmo para gozar, e com o desenvolvimento da engenharia genética, talvez um dia não precise dele nem pra ter filhos?

O sistema sempre tenta se equilibrar, por isso, ao longo dos anos, ao homem sobrou "tomar o lugar da mulher", o que se reflete nos homens que moram sozinhos e cuidam de suas casas, no maior cuidado com a aparência e a saúde (tendo a sua expressão máxima nos metro-sexuais), no aumento da população masculina em profissões que eram, antigamente, eram unicamente femininas, como a enfermagem, a psicologia e a educação infantil.

Mas ao mesmo tempo que o sistema busca se equilibrar, ele tenta permanecer como está, lutando contra a mudança que o campo exige, e desta forma nós homens somos ensinados ainda nos moldes antigos. "Homem não chora" ainda é um mantra que a maioria ouve na infância e carrega ao longo de sua própria história, e algumas vezes ainda vem com o peso cultural de uma espécie de missão de "retomar o poder roubado pelas mulheres".

Desta forma, o homem de hoje se encontra fendido, dividido entre mergulhar um pouco mais em sua sensibilidade e pressionado para recuperar um suposto poder, ele é como um homem partido ao meio onde uma das mãos impede a outra de agir.

E quando este homem fendido encontra a mulher malabarista, como eles podem ter algum tipo de contato? Ele tem as mãos cruzadas, uma preocupada demais em segurar a outra para alcançá-la, e ela não pode parar de jogar seus malabares para o alto, incapaz sequer de tirar os olhos destes e olhar para ele.

Talvez, e isso é apenas uma conjectura, o truque esteja em não mais lutar pelo poder, seja de um lado ou do outro. Pois poder por si só não basta. Poder é sempre poder para fazer algo, mas para que haja relação, é preciso o poder de se entregar, a coragem de abrir mão do poder não um para o outro, mas de ambos para a relação.

Claro que tudo isso é uma grande generalização, assim como a pergunta que provocou toda esta reflexão, e como toda generalização, é falha ao tentar enquadrar questões tão pessoais, subjetivas, íntimas até eu diria, em um modelo que abarque um grupo, uma população.

Se a pergunta fosse dirigida a mim, diretamente, "Sandro, o que você quer em uma relação?", eu diria: Quero poder amar plenamente alguém que me ame plenamente... tão simples, não é? E tão complicado neste mundo que tem tão pouco espaço para as coisas simples...