Jogo: Dreadful – The Hellhouse of Folly Hill
Sistema: Dread
Autoria: Sam Gundaker
Editora: Lost Dutchman
Experiência: Já mestrei Dread algumas vezes. Nunca nesse cenário em particular.
Livros usados: Dreadful – Three Ready Horror Scenarios for Dread
Já comentei aqui que eu sorteio os jogos para os quais eu vou criar para esse projeto. Também já comentei que as vezes eu burlo essa regra e escolho algum jogo que eu ache que tem muito a ver com a data em que ele será postado. Esse é o caso.
Dreadful é um livro que traz três cenários para o RPG Dread, também conhecido como o “RPG da torre de jenga” apesar dele não ser mais o único a usar esse tipo de mecânica. Dread é um RPG de terror, o meu favorito empatado com Bluebeard’s Bride. A torre de jenga quando cai, denota a morte da última pessoa a tocar na torre. É maravilhoso.
Bom, eu já fiz um personagem para um dos cenários apresentados aqui e, como hoje é dia do psicólogo (parabéns para mim) achei que era a hora de um RPG com um thriller psicológico ainda mais nesse que fala de terapia.
Em The Hellhouse of Folly Hill, os jogadores são parte de um grupo de terapia cujo terapeuta organizador do grupo decide levá-los a uma viagem em uma casa isolada e misteriosa para a realização de técnicas de construção de conexão. Tem tudo para dar certo, só que não, né!?
Tenho vontade de mestrar esse cenário em algum momento do futuro, mas teria que fazer algumas adaptações para tornar a coisa minimamente crível, além disso, acho que os questionários dos personagens podem ser melhorados, porque acho eles muito genéricos (em todos os três cenários desse livro, diga-se de passagem).
Então, vamos fazer um paciente mental.
Passo Único: Escolha um Questionário e o Responda. Dread não usa uma ficha de personagem, em vez disso os jogadores escolhem um dentre uma série de questionários para responder. As respostas ali determinam sua história e suas habilidades no jogo, e você pode responder o que você quiser, desde que não contradiga a pergunta. Então se uma pergunta diz que meu personagem usa alguma droga ilícita, ele usa uma droga ilícita, em geral eu só determino qual.
Os questionários desse cenário incluem o Terapeuta Cognitivista e uma série de arquétipos de pacientes. Fiquei feliz por não os definirem pelos seus transtornos, mas por figuras típicas em histórias desse tipo. São eles Sobrevivente de Traumas, Paciente em Recuperação, Cliente de Longa Data, Relutante e Recluso.
Em um primeiro momento pensei em pegar o Terapeuta, mas eu já faço isso na minha vida diária (apesar de não ser Cognitivista), também pensei em fazer um Sobrevivente de Traumas, mas isso bateria muito próximo, daí olhando as opções tive uma ideia para o Cliente de Longa Data, então vou escolher ele.
1. Você esteve em alguma forma de terapia ou outra por alguns anos para te ajudar a lidar com uma variedade de questões que podem tornar a vida difícil para você. Qual o seu objetivo com este grupo de terapia em particular?
Nessa altura da minha vida, participar de grupos como esse é mais uma atividade social do que um processo de autoconhecimento. Espero conhecer outras pessoas com seus sofrimentos particulares, como diz o ditado “a miséria gosta de companhia” e sofrer junto é melhor do que ficar em casa, olhando para o nada esperando o dia que eu finalmente vou pular da janela ou meter uma bala nos meus miolos.
2. Há muitas pessoas neste grupo que sofreram imensamente e isso é óbvio, quer as pessoas se abram sobre isso ou não. Você sente o desejo de tentar oferecer apoio emocional para elas ou você se preocupa que as necessidades delas impeçam que o terapeuta dê atenção às suas próprias questões?
Eu prefiro ajudar o quanto for possível. Tantos anos pulando de terapia em terapia me deixaram melhor ajustado do que esses jovens. E nosso terapeuta não pode dar conta de tudo, não é mesmo?
3. O que faria você parar de ir à terapia?
Talvez se um dia as vozes parassem. Mas elas já estão comigo a tantos anos que nem consigo imaginar como seria viver sem ouvi-las. Eu falo para os terapeutas a anos que elas pararam para eles não me encherem de remédios, mas elas nunca me abandonaram.
4. Qual o seu pesadelo mais recorrente?
O mesmo que eu tenho a mais de cinquenta anos, desde criança. Um demônio sai debaixo da minha cama e leva meu irmão menor que dormia na cama debaixo do beliche. Antes de mergulhar na escuridão debaixo da cama o demônio olha para mim e sorri, como se dissesse que viria me pegar em breve. As vozes têm me dito que esse dia está chegando, mas elas já dizem isso a muitos anos.
Meus pais diziam que eu nunca tive um irmão menor e por isso me levaram para o meu primeiro terapeuta.
5. Quão bem você funciona socialmente? Você é extrovertido e confortável de ter por perto ou é mais fechado e na sua? Você é reservado?
Eu sou bem sociável e comunicativo. Aprendi a mascarar o que eu vejo e o que eu ouço para não assustar as pessoas. Apesar que as vezes escapa alguma coisa. Ato falho, como Freud falava, né?! Mas aí eu faço uma brincadeira boba e as pessoas relevam.
6. O que você considera a sua característica mais positiva?
Eu sou bem perceptivo… ou talvez as vozes sejam e me avisem das coisas. A essa altura eu nem sei mais quando sou eu e quando são elas que enxergam algo.
7. Qual o seu nome? (Essa última não tem no livro, mas é meio óbvia que precisa ter)
Robert Hathaway, contador aposentado.
E é isso, pronto para começar a primeira sessão de terapia na Casa Infernal de Folly Hill.
Dreadful é um livro que traz três cenários para o RPG Dread, também conhecido como o “RPG da torre de jenga” apesar dele não ser mais o único a usar esse tipo de mecânica. Dread é um RPG de terror, o meu favorito empatado com Bluebeard’s Bride. A torre de jenga quando cai, denota a morte da última pessoa a tocar na torre. É maravilhoso.
Bom, eu já fiz um personagem para um dos cenários apresentados aqui e, como hoje é dia do psicólogo (parabéns para mim) achei que era a hora de um RPG com um thriller psicológico ainda mais nesse que fala de terapia.
Em The Hellhouse of Folly Hill, os jogadores são parte de um grupo de terapia cujo terapeuta organizador do grupo decide levá-los a uma viagem em uma casa isolada e misteriosa para a realização de técnicas de construção de conexão. Tem tudo para dar certo, só que não, né!?
Tenho vontade de mestrar esse cenário em algum momento do futuro, mas teria que fazer algumas adaptações para tornar a coisa minimamente crível, além disso, acho que os questionários dos personagens podem ser melhorados, porque acho eles muito genéricos (em todos os três cenários desse livro, diga-se de passagem).
Então, vamos fazer um paciente mental.
Passo Único: Escolha um Questionário e o Responda. Dread não usa uma ficha de personagem, em vez disso os jogadores escolhem um dentre uma série de questionários para responder. As respostas ali determinam sua história e suas habilidades no jogo, e você pode responder o que você quiser, desde que não contradiga a pergunta. Então se uma pergunta diz que meu personagem usa alguma droga ilícita, ele usa uma droga ilícita, em geral eu só determino qual.
Os questionários desse cenário incluem o Terapeuta Cognitivista e uma série de arquétipos de pacientes. Fiquei feliz por não os definirem pelos seus transtornos, mas por figuras típicas em histórias desse tipo. São eles Sobrevivente de Traumas, Paciente em Recuperação, Cliente de Longa Data, Relutante e Recluso.
Em um primeiro momento pensei em pegar o Terapeuta, mas eu já faço isso na minha vida diária (apesar de não ser Cognitivista), também pensei em fazer um Sobrevivente de Traumas, mas isso bateria muito próximo, daí olhando as opções tive uma ideia para o Cliente de Longa Data, então vou escolher ele.
1. Você esteve em alguma forma de terapia ou outra por alguns anos para te ajudar a lidar com uma variedade de questões que podem tornar a vida difícil para você. Qual o seu objetivo com este grupo de terapia em particular?
Nessa altura da minha vida, participar de grupos como esse é mais uma atividade social do que um processo de autoconhecimento. Espero conhecer outras pessoas com seus sofrimentos particulares, como diz o ditado “a miséria gosta de companhia” e sofrer junto é melhor do que ficar em casa, olhando para o nada esperando o dia que eu finalmente vou pular da janela ou meter uma bala nos meus miolos.
2. Há muitas pessoas neste grupo que sofreram imensamente e isso é óbvio, quer as pessoas se abram sobre isso ou não. Você sente o desejo de tentar oferecer apoio emocional para elas ou você se preocupa que as necessidades delas impeçam que o terapeuta dê atenção às suas próprias questões?
Eu prefiro ajudar o quanto for possível. Tantos anos pulando de terapia em terapia me deixaram melhor ajustado do que esses jovens. E nosso terapeuta não pode dar conta de tudo, não é mesmo?
3. O que faria você parar de ir à terapia?
Talvez se um dia as vozes parassem. Mas elas já estão comigo a tantos anos que nem consigo imaginar como seria viver sem ouvi-las. Eu falo para os terapeutas a anos que elas pararam para eles não me encherem de remédios, mas elas nunca me abandonaram.
4. Qual o seu pesadelo mais recorrente?
O mesmo que eu tenho a mais de cinquenta anos, desde criança. Um demônio sai debaixo da minha cama e leva meu irmão menor que dormia na cama debaixo do beliche. Antes de mergulhar na escuridão debaixo da cama o demônio olha para mim e sorri, como se dissesse que viria me pegar em breve. As vozes têm me dito que esse dia está chegando, mas elas já dizem isso a muitos anos.
Meus pais diziam que eu nunca tive um irmão menor e por isso me levaram para o meu primeiro terapeuta.
5. Quão bem você funciona socialmente? Você é extrovertido e confortável de ter por perto ou é mais fechado e na sua? Você é reservado?
Eu sou bem sociável e comunicativo. Aprendi a mascarar o que eu vejo e o que eu ouço para não assustar as pessoas. Apesar que as vezes escapa alguma coisa. Ato falho, como Freud falava, né?! Mas aí eu faço uma brincadeira boba e as pessoas relevam.
6. O que você considera a sua característica mais positiva?
Eu sou bem perceptivo… ou talvez as vozes sejam e me avisem das coisas. A essa altura eu nem sei mais quando sou eu e quando são elas que enxergam algo.
7. Qual o seu nome? (Essa última não tem no livro, mas é meio óbvia que precisa ter)
Robert Hathaway, contador aposentado.
E é isso, pronto para começar a primeira sessão de terapia na Casa Infernal de Folly Hill.