quinta-feira, 23 de julho de 2026

Mil Faces de um RPGista - A Trupe - Graça do Lenço


Jogo: A Trupe

Autoria: Jorge Valpaços

Editora: Lampião Game Studios

Experiência: Nenhuma. Só li o livro.

Livros usados: Só o básico. É o único até o momento.

Esse é um daqueles que vou gastar mais tempo falando do jogo do que montando o personagem.

Eu já tinha ouvido muito falar do trabalho do Valpaços e esse é o primeiro jogo dele que eu finalmente li. Eu adquiri esse como parte do financiamento coletivo do Herdeiros dos Antigos e como ele é curtinho resolvi começar por ele. Em A Trupe os jogadores são uma trupe de artistas de rua que usam sua arte como uma forma de protesto e transformação de uma cidade cristalizada demais no conceito de normalidade (algo que me parece ser um conceito premente no trabalho de Valpaços). O jogo tem um formato esquematizado como Bluebeard’s Bride, por exemplo em que os jogadores planejam a criação de uma intervenção artística rolam os dados e contam a história do que acontece. O jogo pode ser jogado com ou sem mestre, ou até mesmo de forma solo (novamente outra característica que parece ser muito comum nos trabalhos do autor).

Então, vamos fazer uma artista de rua.

Passo Um: Role Vivências. A criação de personagens é basicamente rolar em uma série de tabelas, então vou deixar para tentar criar um conceito depois de rolar todas. Primeiro rolo três vivências e ignoro quaisquer repetições. Vamos ver. Na verdade eu tinha entendido errado. Eu rolo uma vivência só, mas ela é composta pelo resultado de três tabelas. Agora sim, vamos rolar 3d6 e ver o que surge:

Tirei 4, 3 e 5. O que resulta em…

Uma vivência profunda foi perder...as companhias de outras trupes.

Desde então vivencia a arte circense… como uma comunidade horizontal e terna.

Em seus sonhos deseja vivenciar...sorrisos que não sejam breves e amargos.

Ok, isso me passa alguém que já está na arte faz algum tempo. Talvez tenha sido parte de uma outra trupe, mas perdeu o contato com ela, mas encontrou companhia em uma comunidade mais igualitária. Talvez ela foi de um grande circo, e o circo se perdeu em um modelo mais voltado para ganhar dinheiro do que para exercer a arte propriamente.

Passo Dois. Role um Artefato, uma técnica, uma graça e uma metapoesia. Resolvi reunir todas as outras tabelas em um passo só para agilizar.

Para o artefato eu rolo 1d10 e tiro 6, um frasco de pimenta explode-quarteirão.

Para a técnica eu rolo 2d20 e tiro 4 e 13 o que me dá “suas mãos, de tão ligeiras, criam ilusões” e “usa tecidos e cordas em suas acrobacias” ao combinar os dois digamos que minha técnica é de “mover lenços tão rapidamente que eles parecem criar ilusões e contar histórias”. Gostei.

Como graça eu tiro 6 no d12 e sai “abre qualquer tranca, fecho ou barreira”, minha artista além de ter mãos rápidas parece conseguir sair de qualquer enrascada.

E como metapoesia eu rolo 1d8 e tiro 5 para ganhar “Equilíbrio, se a reserva de energia estiver cheia e você conseguir empilhar todos os seus dados a artista da vez consegue reequilibrar qualquer situação instável na história”. Gostei. Pode refletir o espírito da experiência que eu citei ali em cima.

Passo Três: Role um Nome Artístico. Por fim eu rolo 2d4 para tirar um prompt para meu nome e meu sobrenome artístico. Eu tiro 1 e 3, o que me dá “Uma adereço que gosta de usar” e “o primeiro adjetivo que conseguir lembrar”. Pensei em Lenço (por conta da técnica acima) e graciosa. Talvez Graça do Lenço. Achei bom. Passa tanto a ideia de graça enquanto engraçado quanto em receber uma graça.

Bom, e é isso. Graça do Lenço está pronta para intervir em Normópolis para arrancar sorrisos sinceros das pessoas que perderam a graça de viver.

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Graça do Lenço

Vivências:

Uma vivência profunda foi perder...as companhias de outras trupes.

Desde então vivencia a arte circense… como uma comunidade horizontal e terna.

Em seus sonhos deseja vivenciar...sorrisos que não sejam breves e amargos.

Artefato: um frasco de pimenta explode-quarteirão.

Técnica: mover lenços tão rapidamente que eles parecem criar ilusões e contar histórias.

Graça: abre qualquer tranca, fecho ou barreira

Metapoesia: Equilíbrio



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