Mostrando postagens com marcador bundles de RPG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bundles de RPG. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Mil Faces de um RPGista - Amusing Genetic Copies - Pequeno Abe


Jogo: Amusing Genetic Copies
Autoria: Aaron Lim
Editora: Autopublicação, pode ser encontrado em ehronlime.ithc.io/amusing-genetic-copies
Experiência: Nenhuma. Nem lembro como acabei pegando esse jogo.
Livros usados: Só o “panfleto” básico. Não sei se existe alguma “expansão”.

Amusing Genetic Copies é um RPG de uma página onde os jogadores são clones adolescentes de figuras históricas que foram colocados em um colégio pelo Conselho Escolar Sombrio (SSB no original) por algum motivo desconhecido.
Eu superconsigo imaginar esse jogo com um grupo de clones de ex-presidentes e figuras importantes da história americana com o intuito de influenciar os americanos. Vou fazer esse personagem com essa premissa.

Vamos fazer um clone adolescente.

Passo Um: Escolha uma Figura Histórica. Seguindo a premissa que eu pus ali em cima, meu personagem é um clone de Abraham Lincoln.

Passo Dois: Expectativas. Agora eu deveria perguntar à Escola (representada pelo mestre) quais são as expectativas dela baseado nas conquistas e reputação da pessoa a quem eu fui clonado. Como sou só eu, vou dizer que a Escola espera que eu seja um líder e um apaziguador (tudo que eu imagino meu personagem não sendo).

Passo Três: Diferença. Eu escolho uma diferença chave do meu personagem com o Original de quem eu fui clonado. Penso em duas. Licoln era um homem alto. Se não me engano ele tinha mais de um metro e oitenta. Meu personagem seria baixinho com menos de um metro e sessenta. Por isso teria o apelido de Pequeno Abe.
A outra diferença é que Abe não seria tão honesto quanto seu Original era famoso ser. Mas até aí pode ter sido reputação enganosa, né!?

Passo Quatro: Atributos. Eu agora perguntaria a um colega clone para me dar notas de 1 a 10 para cada um dos quatro atributos do jogo. Realmente não gostei dessa mecânica. Porque é muito fácil imaginar um grupo que dê dez para tudo uns para os outros e eles nunca falhariam (o sistema rola 1d10 e tem de tirar menos que o atributo).
Mas vamos dar umas notas para Abe.
Loving eu acho que seria baixo, mas não muito baixo. Acho que vou dar um cinco. Ele não é atraente, mas consegue se dar bem com a maioria das pessoas.
Learning acho que seria um sete ou oito. Vou deixar sete. Ele é bom nos estudos, mas não é um “nerd”.
Sharing acho que vai ser o atributo mais alto dele. Isso mede a capacidade de trabalhar com os outros e inspirá-los. Acho que Abe é mais líder do que imagina. Fica com oito.
Judging acho que fica com sete também. Ele é bom em analisar pessoas e situações, mas não bom demais.

Passo Cinco: Aparência e Relações. Agora eu descrevo a aparência, o estilo e o relacionamento com outro clone. Não sei porquê, mas imaginei esse personagem com a cara do Tobey McGuire quando ele fez o Peter Parker Emo em Homem-Aranha 3. Então, Abe é baixinho, com um cabelo preto escorrido (emo) e anda meio curvado o que faz ele parecer ainda mais baixinho. A voz dele é baixa e rouca, exceto quando ele toma a liderança que é quando essa voz rouca se torna profunda e impostada. Pode ser um desenvolvimento interessante do personagem.
Eu teria de descrever uma relação com algum outro clone. Como sou só eu, posso pular isso ou criar um clone qualquer. Hummmm… Ele tem uma rivalidade com Gigi, o clone de George Washington. Talvez uma certa tensão sexual?

Passo Seis: Objetivo. Por fim, eu crio um objetivo pessoal para meu personagem que provavelmente vai de encontro aos objetivos da SSB. Seguindo o clássico modelo das comédias adolescentes, o objetivo de Pequeno Abe é dar a maior festa de todos os tempos e, com isso, se tornar popular.

E é isso. Eu gostaria de jogar esse jogo. Parece bem divertido.
_____________________________________________________
Little Abe
Original: Abraham Lincoln
Expectatives: Become a great leader and orator
Difference: shorty

Stats:
Loving 5
Learning 7
Sharing 8
Judging 7

Goal: Throw the best party and become popular.


quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Mil Faces de um RPGista - Wise Women - Halshka

 


Jogo: Wise Women
Sistema: PbtA.
Autoria: Aleksandra Brokman
Editora: Publicação Independente.
Experiência: Li o livro e achei bem legal.
Livros usados: O básico.

Wise Women é um dos RPGs que eu peguei nos bundles que andei comprando. Ele veio tanto no bundle dos direitos reprodutivos quanto no dos direitos das pessoas trans no Texas. É um jogo sobre bruxas em um vilarejo medieval polonês. Se você achou muito específico vai gostar de saber que o livro é escrito por uma autora polonesa e que é baseado no mestrado dela e dá pra ver o quanto de pesquisa no livro, mesmo sendo pequeno.
O sistema tem clara influência de PbtA com seus 2d6, mas sem moves nem playbooks.

Vamos fazer uma bruxa polonesa.

Passo Um: Escolha um Nome. Achei legal tanto isso ser incluído no processo de criação de personagem quanto ter uma lista de nomes poloneses tanto femininos quanto masculinos. Tem uns nomes até familiares como Helena, Magda, Ludmila ou Eva, mas eu quero um nome bem diferente então escolho Halshka.

Passo Dois: Quem é ela? Também conhecido como CONCEITO. O livro traz três exemplos de criação de personagem e eu gostei de uma delas e vou usá-la como base. Halshka é uma mulher respeitável no vilarejo e esconde o fato de ser uma bruxa. Seu poder na comunidade, entretanto, vem exatamente de sua bruxaria e dos segredos que ela sabe sobre muitos que a procuraram com o passar dos anos. Beleza, isso já é suficiente.

Passo Três: Atributos. O jogo possui seis atributos: Hearth, Influence, Vigour, Wits, Light Magic e Dark Magic e posso distribuir os modificadores: +2, +1, +1, 0, 0 e -1.
Influence é importante, mas não sei se é o atributo mais importante dela. Acho que Heath, que demonstra o conhecimento da personagem sobre a comunidade e as plantas locais tem mais a ver com ela. Então Heath ganha o +2 e Influence um dos +1.
O outro +1 faz sentido ir para Wits e vou colocar um dos zeros em Vigour. Sobra um 0 e um -1 para magia. Originalmente imaginei Halshka focada em Dark Magic, mas talvez ela consiga o poder dela ajudando os outros. Talvez ela possa tender para isso mais a frente, mas acho que vou colocar o último zero em Light Magic e deixar o -1 para Dark Magic.

Passo Quatro: Determine a Posição Social. Aqui fica determinado como minha bruxa é vista pelo vilarejo. Para uma personagem inicial as opções são Neutral ou Liked.
Como minha Influence é maior que minha Dark Magic, Halshka é Liked, querida talvez, pelos outros habitantes do vilarejo. Isso condiz com a minha ideia para essa personagem até aqui. Ela é alguém que usou a magia exatamente para isso, para que as pessoas gostem dela, talvez por uma necessidade de ser querida e amada.

Passo Cinco: Escolha Ligações. Agora eu preciso criar uma ligação com outra personagem-jogadora e com dois npcs. Como sou apenas eu aqui, vamos focar nas ligações com NPCs.
Cada ligação possui uma definição que parece um Aspecto de FATE. Quando ajo de acordo com essa ligação ganho um +1, quando ajo contra essa ligação ganho um -1.
O primeiro NPC que penso é o marido de Halshka, Mieshko Ela o conquistou usando magia e, por isso, mesmo após anos juntos ela se pergunta o quanto de sua história é por amor e o quanto ainda é pelo feitiço que ela fizera tantos anos atrás. Para ele penso na ligação “Eu o amo, mas nunca tive certeza se o amor dele é real ou não”.
O segundo NPC é uma mulher que compete com Halshka pela liderança do vilarejo. Seu nome é Vislava. Só que Halshka sabe de um segredo dela. Quando mais jovem, a mão de Vislava procurou a mãe de minha personagem (também uma bruxa) para fazer um aborto na neta devido a uma “aventura” com um mascate que passou pela vila meses antes. Não sei se Halshka usaria esse segredo contra ela, ou se é algo que desperta nela compaixão pela sua rival. Para essa ligação: “Ela me odeia, mas sabe que eu carrego o seu segredo.”

Passo Seis: Escolha suas Plantas Iniciais. Essa é a parte da magia. A magia nesse jogo é baseada no uso de plantas e aqui vemos uma boa parte da pesquisa da autora, como cada planta acompanha uma profunda descrição histórica e folclórica sobre seus efeitos tradicionais e também sobre seus efeitos medicinais. Cada planta tem três efeitos. Uma parte do jogo, inclusive, é as bruxas coletando plantas para seus rituais sem atrair a desconfiança do resto dos habitantes do vilarejo.
O livro traz 20 plantas. A primeira que me chama a atenção é Beech (Faia) que me permite fazer magias de Divination, Healing e Love Magic, três efeitos que eu acho que tem muito a ver com Halshka. A segunda planta que quero é Creeping Cinquefoil (não encontrei uma tradução) que me dá o poder de fazer Abortion, Beaty and Allure e Bring Luck. A terceira planta acho que vou pegar aleatoriamente, uma opção que o livro me dá. Vou rolar um 1d20 e ver o que sai. Rolo um 12 que me dá Mugwort (Artemísia), essa planta me dá o poder de fazer Dispel Magic, Protection From Storm e Unnatural Vigour, uma combinação interessante.

Passo Sete: Toques Finais e Desenvolvendo Seu Conceito. Agora faço os toques finais e defino melhor quem Halshka é. Para isso o livro me sugere uma série de perguntas. Deixa ver se vou usá-las ou não.
Hum… vou fazer um resumo baseado nas perguntas senão esse post vai ficar muito extenso.
Halshka é uma mulher de mais de trinta anos (não tenho uma idade exata, mas imagino mais para 30 do que para 40), de cabelos negros e olhos azuis. Ela participa de todos os grupos e reuniões permitidos para mulheres. É uma pessoa querida que tenta ajudar a todos. Ela gosta dessa atenção. Ela casou tarde (para conceitos medievais) com dezessete anos e tem vivido com seu marido, Mieshko, um casamento feliz que gerou dois filhos. Mas ela sabe que a paixão inicial foi fruto de um feitiço e isso sempre deixou uma sombra sobre essa relação. Halshka mantém uma relação cordial com as outras bruxas, ocultando o fato dela mesma ser uma bruxa, mostrando uma imagem filantrópica como quem “ajuda uma pobre coitada”. Muitas mulheres da vila sabem da sua verdadeira natureza, mas mantém o silêncio por terem sido auxiliadas em vários momentos por ela, seja com feitiços de amor, com a interrupção de gravidezes indesejadas, ou feitiços de beleza.

E é isso. Imagino como Halshka reagiria se as bruxas se vissem em uma posição de ter de proteger o vilarejo contra uma ameaça sobrenatural. Ela arriscaria sua posição contra um inimigo dessa natureza?
_______________________________________________________
Halshka
She/Her
Age: 34

Vigour 0
Wits +1
Hearth +2
Influence +1
Light Magic 0
Dark Magic -1

Ties:
Mieshko – I love him, but not had been sure about his love to me
Vislava – She hates me, but she knows I have her secret.

Initial Plants:
Beech 
Creeping Cinquefoil
Mugwort


quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Mil Faces de um RPGista - The World is Ending and We are Very Large Dogs. - Melo


Jogo: The World is Ending and We are Very Large Dogs.
Autoria: Eden.
Editora: Auto-publicação.
Experiência: Só li o livro.
Livros usados: Só o básico.

Eu andei comprando uns “bundles” de RPG. Uns pacotes com vários jogos dentro, normalmente visando levantar grana para uma causa. Em um deles sobre direitos das pessoas transexuais eu encontrei esse jogo com uma proposta para lá de inusitada.

O nome é bem autoexplicativo. A proposta é um jogo em um cenário apocalíptico e os jogadores são cachorros grandes tentando não salvar o mundo, mas dar algum alento ao seu humano nesse tempo tão tenebroso. Uma das coisas legais é que não precisa ser um apocalipse zumbi, a queda da lua ou a revolução das máquinas. O “Fim do Mundo” pode ser meramente simbólico, como o fim do relacionamento dos humanos que cuidavam do cachorro que agora precisa cuidar dos dois alternadamente.

Dito isso, o livro peca por não trazer um sistema de regras em si. Ele é quase que apenas um “prompt” para um jogo de contação de histórias. Talvez algum dia eu adapte ele para algum sistema de verdade, já pensei em usar uma variante das mecânicas do Ten Candles, por exemplo.

Mas até lá, vamos fazer um personagem.

Como o jogo tem muito pouco “jogo” e mais contação de histórias, o personagem é criado através das respostas a uma série de perguntas para as quais ele dá alguns exemplos.

- Como o seu Melhor Amigo (seu humano) te chama?

Vou ficar com “Melo”. Originalmente era “Caramelo” devido a cor do meu pêlo, mas com o tempo acabou ficando só “Melo”.

- Em cinco palavras, como você se parece?

Peludo, Caramelo, Fofinho (não sou gordo, hunf), Confiável, Alegre.

- Quem é o seu Melhor Amigo?

É o Fred. Eu conheço ele desde pequenininho, quando eu podia pegar ele no colo. Ou será o contrário?

- O que você faz com o seu Melhor Amigo?

Ele gosta muito de sair comigo para passear e observar os pássaros e correr de gente estranha que cheira mal.

- Onde vocês vivem?

Em uma casa perto do parque onde o Fred veio viver com a Sara. Faz tempo que não vejo a Sara. Estou com saudades.

- No que você é bom?

Afugentar gatos e esquilos e guaxinins. Eu não gosto de guaxinins.

- O que te faz lembrar do seu Melhor Amigo?

O cheiro de Canela. O Fred sempre gostou de um doce com esse cheiro.

E é isso. Está pronto meu Cachorro Grande para enfrentar o fim do mundo. Rápido e fácil.