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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Mil Faces de um RPGista - Adventure! - Henriqueta Trás-os-Montes


Jogo: Adventure! - Tales from the Aeon Society
Sistema: Storytelling adaptado.
Autoria: Warren Ellis (org.)
Editora: White Wolf Publishing
Experiência: Nenhuma. Só li o livro básico bem por alto uns anos atrás, mas conheço um tanto do gênero utilizado como base.
Livros usados: Só o básico.

Adventure! É o terceiro e final módulo da série iniciada em Trinity de rpgs com uma pegada “supers” que a White Wolf lançou no final dos anos 90. Enquanto Trinity explorava os gêneros da ficção científica com pessoas munidas de incríveis poderes psíquicos e Aberrant trazia um novo olhar para o batido universo “four-colour” dos super...-heróis(??), Adventure! foca mais nos heróis Pulp dos anos 20 (leia-se 1920 e não os atuais anos 20 de 2020 rs). Com heróis como Indiana Jones, Mandrake, Flash Gordon, Fantasma e outros como inspiração.
Aliás, esse termo Inspiração vai aparecer muito aqui por ser a base de muitos dos poderes desse jogo, apesar de que os heróis aqui (se é que podemos chamá-los assim) não são poderosos assim. O jogo também traz o início da Sociedade Aeon que terá papel crucial tanto no cenário de Aberrant quanto de Trinity.
Eu li o livro bem por alto e muitos anos atrás, quando eu tinha outra cabeça. A ideia era dar mais uma lida antes de fazer um personagem para cá, mas já que ele foi sorteado vamos assim mesmo e se depois eu pegar pra ler mais a fundo e achar que merece um novo personagem assim o farei.

Por ora, vamos fazer uma Inspirada.

Fase Um: Genesis. Assim como em Aberrant e depois nos livros do Chronicles of Darkness primeiro fazemos o personagem como um humano normal e depois aplicamos um template.

Passo Um: Conceito. Estou com três ideias para esse jogo. Mas como quero focar nos Inspirados, uma delas não se aplica e não sei se a segunda vai ficar legal, então vamos ficar com a terceira. Pensei em uma versão de Indiana Jones ou, melhor, de Lara Crof. Imagino minha personagem como uma professora de alguma faculdade especializada em história antiga que busca o conhecimento de artefatos estranhos que é uma das molas propulsoras do cenário. Depois ela irá se tornar uma aventureira, mas por ora vamos torná-la apenas uma Professora em Arqueologia como conceito. Eu agora preciso escolher Origin, Nature e Allegiance para ela. Obviamente sua Origin é Academic e sua Nature Explorer e como Allegieance acho que vou ficar com a Aeon Society of Gentlemen mesmo, apesar dela atuar ali meio como consultora, meio como freelance. Seu nome é Henriqueta Trás-os-Montes, sim ela é portuguesa, não eu não vou fazer sotaque português se um dia jogar com ela, e imagino muita confusão com os anglófonos ao chamá-la de Henry e num primeiro momento pensar se tratar de um homem.

Passo Dois: Atributos. O velho esquema de priorizar e distribuir 6/4/3 pontos em cada grupo. Com certeza Mental é primário para ela, com Físico como secundário e Social como Terciário. Distribuo os pontos assim:
Physical: Strength 2, Dexterity 3, Stamina 3.
Social: Charisma 2, Manipulation 2, Appearence 2
Mental: Perception 3, Intellingence 4, Wits 2
Talvez aumente alguma coisa depois.

Passo Três: Habilidades. Agora tenho 23 pontos pra pegar Abilities, sem agrupamentos. Fica assim: Archery 1, Brawl 1, Athletics 1, Legerdemain 1, Stealth 1, Awareness 1, Investigation 2, Academics 3, Linguistics 3, Medicine 1, Science 1, Survival 1, Drive 1, Pilot 1, Intimidation 1, Subterfuge 1, Command 1,Rapport 1.
Basicamente botei um em cada habilidade que eu queria e os pontos que sobraram coloqueis nas que eu achava mais interessantes para Henriqueta. Com certeza voltarei aqui para aumentar algumas coisas.

Passo Quatro: Backgrounds. Tenho 6 pontos para distribuir aqui. Eu quero Influence 3 com a opção de ser reconhecida em minha área de pesquisa em Arqueologia comparada. Olhando a lista acho que só Resources se aplicam agora. Parece que Henriqueta veio de uma família abastada e, por isso, conseguiu ter acesso a um grau de educação e oportunidades não muito comuns para mulheres dos anos 1920.

Passo Cinco: Toques Finais da Fase Um. Eu registro meu Willpower 3, Inspiration 0, Iniciativa 5 (Wits+Dex) e Movimento 4/14/26 e gasto meus 15 pontos de bônus. No momento eu não posso comprar Inspiração ainda então vou gastar com algumas habilidades. Tem muitas que eu quero aumentar, mas por hora fico com colocar mais um ponto em Athletics 2, Stealth 2, Investigation 3, Academics 4, Science 2, Survival 2, gastando um total de 12 dos meus 15. Aumento Willpower para 4 e aumento minha Iniciativa para 6 e pronto.

Fase Dois: Transformation. Agora vamos para a parte divertida.

Passo Um: Inspiração. Eu finalmente ganho um ponto de Inspiration e preciso escolher o tipo de transformação que eu tive: heróica, psíquica ou dinâmica. Basicamente eu escolho se eu sou uma proto-psion (psíquica), uma proto-nova/aberrat (dinâmica) ou uma daredevil (heróica). Com o conceito da minha persongam vou ficar com heróica mesmo e fazê-la uma aventureira bem no estilo pulp.

Passo Dois: Defina sua Inspiração. Agora eu escolho a faceta primária da minha inspiração… e o que é isso? Não lembro. Existem três tipos de Inspiração: Intuitiva, Reflexiva e Destrutiva, cada ponto em Inspiração aumenta um dos três tipos o que me dá uns bônus específicos para cada tipo. Eu não vejo Henriqueta como destrutiva, mas não consigo me decidir se ela é mais Intuitiva ou Reflexiva. Dei uma olhada aqui e não faz diferença com qual você começou, então como pretendo aumentar a Inspiração no próximo passo em, pelo menos, um ponto vou manter os dois tipos e depois decido quanto ela vai ter de cada.

Passo Três: Pontos de Transformação. Agora eu tenho treze pontos de transformação para distribuir para comprar, entre outras coisas, meus knacks, os poderes desse jogo. Dou uma olhada nos Heroics que são os que eu posso pegar e gostei de alguns, só que eu não lembrava que eles tinham pré-requisitos e os mais interessantes demandas habilidades e perícias que ela não tem (ainda), então já vou gastar dois pontos para ganhar 2 em pontos em Atributos (Charisma e Wits) e 5 em habilidades (Brawl, Drive, Awareness, Intimidation e Subterfuge). Agora, voltando aos knacks, eu quero Instant Expert, Perfect Poise, Resilient e Steely Gaze. Isso tudo me custou 10 dos meus treze pontos. Com os últimos três eu quero aumentar Inspiration para 2 e Willpower para 8.

Prontinho! Henriqueta Trás-os-Montes está pronta para investigar sítios arqueológicos coleções clandestinas atrás de artefatos munidos da misteriosa energia telúrica.
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Henriqueta Trás-os-Montes
Nature: Explorer
Allegiance: Aeon Society of Gentlemen
Origin: Academic

Attributes.
Physical: Strength 2, Dexterity 3, Stamina 3.
Social: Charisma 3, Manipulation 2, Appearence 2
Mental: Perception 3, Intellingence 4, Wits 3

Abilities: Archery 1, Brawl 2, Athletics 2, Legerdemain 1, Stealth 1, Awareness 2, Investigation 2, Academics 4, Linguistics 3, Medicine 1, Science 2, Survival 2, Drive 2, Pilot 1, Intimidation 2, Subterfuge 2, Command 1,Rapport 1.

Backgrounds: Influence 3, Resources 3

Willpower 8
Inspiration 2
Iniciativa 7
Movement 4/14/26

Knacks: Instant Expert, Perfect Poise, Resilient e Steely Gaze.

sábado, 9 de novembro de 2024

Mil Faces de um RPGista - Way of the Scorpion - Shosuro Shiro


Jogo: Legend of the Five Rings First Edition
Autoria: John Wick
Editora: Alderac Entetainment Games
Experiência: MUITA! Mestrei muito e joguei muito esse sistema no final dos anos 1990 e início dos anos 2000.
Livros usados: O básico e o suplemento Way of the Scorpion.

Voltando aos poucos a esse projeto. Resolvi mudar meu ritmo e vou postar conforme minha conveniência. Então não sei quando esse post irá ao ar e nem quantos mais farei esse ano.

Dito isso, vamos voltar a Rokugan para o quinto personagem dessa série dos Way of… da primeira edição de Legend of the Five Rings. Dessa vez visitamos o clã do Escorpião, o clã dos segredos. Se você tem um segredo em Rokugan, pode ter certeza de que alguém do clã Escorpião sabe seu segredo e irá usá-lo no momento mais apropriado. Quando os kami receberam suas funções do primeiro Hantei, Bayushi, o fundador do clã Escorpião disse “eu serei seu vilão, Hantei”, e em toda peça do Império Esmeralda existe um vilão deste clã. Esse lugar é uma máscara, entretanto, esconde o verdadeiro papel que o clã desempenha. Se a Garça é o braço político e o Leão o braço militar, o Escorpião é a terceira mão do Imperador, aquela que fica escondida atrás das costas com uma faca, enfrentando os inimigos que o Imperador sequer sabe que existem. Eles são um clã das sombras, pois lá eles podem servir melhor ao Império

Passo Um: Conceito. O Way of the Scorpion traz uma família nova, os Yogo, e uma série de Escolas. Entre elas uma escola de ninjas. Claro que eu quero fazer um ninja. Antes de mais nada, porém, vamos rolar na Tabela de Herança pra ver o que sai. A Tabela de Herança do Escorpião é diferente das outras no sentido que os bônus estão ligados a passados desonrosos e as penalidades a passados honrosos. Afinal, nós somos os vilões, correto? Rs
Rolei um 5. Que me dá um passado sem distinções. Sem bônus nem penalidades. Sem ideias também.
Shosuro Shiro (branco em japonês) era a garota quieta em um canto quando criança. A irmã menor de cinco irmãos e o menor e que menos se destacava dentre todos, ela era facilmente esquecida. Teria continuado assim se um mestre da Escola Shosuro de Assassinos não tivesse notado o potencial na menina. Naquele dia ela, e seu antigo nome, morreram. Ela se tornou Shiro, uma página em branco para ser escrita pelo clã.
Posso começar com isso.

Passo Dois: Família e Escola. Originalmente eu ia fazer essa personagem na família Soshi, mas percebi que ia fazer isso pensando em algumas regras da 2a ou 3a edições desse jogo e aqui estou trabalhando com a primeira. Então mudei para a família Shosuro que me dá +1 em Awareness. A Escola Shosuro de Assassinos me dá +1 em Reflexos, além de um ponto inicial nas Skills Athletics, Defense, Explosives, Poison, Stealth e mais dois níveis em Ninjutsu. Eu também começo com Honra 1,5 por isso e a técnica A Sombra Não Tem Máscara.

Passo Três: Distribua os Pontos. Novamente eu tenho 25 pontos para gastar no que eu quiser. Primeiro deixa eu ver o Way of the Scorpion pra ver o que tem de interessante.
Eu quero Crafty (eu tenho um nível fantasma em todas as perícias “Low”) e Heartless (eu não sou afetado por coisas como compaixão e piedade. Isso me custa cinco pontos. Das desvantagens aqui eu gosto de Yogo’s Curse. Não me dá ponto nenhum, mas é um maravilhoso plot twist. Sem que ninguém saiba, a mãe de Shiro traiu seu pai com um magistrado que era da família Yogo e desse affair nasceu o menino que se tornaria Shiro. Isso significa que em algum momento ela trairá quem ele mais ama. Como ela é Heartless esse amor pode ser uma devoção ao seu mestre ou sua lealdade ao seu clã. Como eu disse, maravilhoso plot twist.
Voltando ao livro básico eu percebo que uma vantagem que eu queria muito para esse personagem ou não é dessa edição ou está em outro livro. Era por isso que eu fazia tabelas e mais tabelas com a localização de cada vantagem, desvantagem e skill desse jogo no computador. Infelizmente esses arquivos se perderam a muito tempo…
Eu quero Perfect Balance, Quick e Read Lips das vantagens, o que me custa outros 7 pontos para um total de 12 gastos. Das desvantagens só me interessei por Small que me devolve apenas três pontos.
Decido não gastar pontos com atributos e focar o máximo que eu puder em skills. Coloco 2 níveis em cada uma das skills da Escola o que me custa mais 12 pontos e me deixa apenas com 4 pra terminar. Eu gasto dois em Kyujutsu, pois vejo ela atuando mais como uma combatente a distância, um em Kenjutsu e o último ponto vai para Poetry, algo que acalma sua alma entre uma missão e outra para seu clã.

Shiro funcionaria melhor em um grupo totalmente formado por personagens do clã escorpião, ou como a sombra de um outro personagem desse clã do que em um jogo mais politicamente alinhado, mas seria um personagem interessante para se jogar.
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Shosuro Shiro
Clan Scorpion
Shosuro School of Assassin

Earth 2
Stamina 2
Willpower2

Fire 2
Agility 2
Intelligence 2

Air 3
Reflexes 3
Awareness 3

Water 2
Strength 2
Perception 2

Void 2

Advantages: Crafty, Heartless, Perfect Balance, Quick, Read Lips
Disadvantages: Small, Yogo’s Curse

Skills: Athletics 3, Defense 3, Explosives 3, Kyujutsu 2, Kenjutsu 1, Poetry 1, Poison 3, Stealth 3, Ninjutsu 4,

Technique: The Shadow Has No Mask

Honor 1,5
Glory 1,0

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Mil Faces e um RPGista - Dark Kingdom of Jade - Zhang Chen


Jogo: Wraith the Oblivion – Dark Kingdom of Jade
Sistema: Storyteller (oWod).
Autoria: Richard Dakan & Markleford Freidman
Editora: White-Wolf Publishing
Experiência: Queria muito ter mestrado nos anos 90, mas não consegui montar grupo até hoje.
Livros usados: O livro básico do Wraith:The Oblivion e o suplemento Dark Kingdom of Jade, acho que não vou precisar do Player’s Guide, mas se precisar pego e descrevo aqui.

Era pra esse personagem ter saído na última semana de 2023, mas não deu. Então vai ser o primeiro de 2024.A ideia era terminar o ano com o último rpg da minha lista de “Em Breve” e começar com o primeiro dessa mesma lista. O plano deu errado, mas vou manter os dois jogos a aparecerem aqui.
Vamos lá!
Dark Kingdom of Jade foi o suplemento do “Ano do Lótus” que a White-Wolf lançou em 1998 para Wraith: The Oblivion. Nele somos apresentados a versão oriental do mundo dos fantasmas. Um cenário muito mais interessante do que o padrão ocidental apresentado no módulo básico em minha humilde opinião.
O Imperador Amarelo, Qin Shi Huang em sua obsessão pela imortalidade fez milhares de soldados de terracota além de servos e objetos para levar ao mundo dos mortos quando de seu falecimento. Isso é um fato histórico do nosso mundo, nem é fantasia o que estou dizendo.
No cenário apresentado nesse livro ele conseguiu seu intento e usando seu exército estabeleceu um império burocrático no mundo dos mortos que se estende por mais de dois mil anos. Os jogadores são fantasmas absorvidos em uma das muita famílias que compõem a complexa hierarquia do Império de Jade.

Então, vamos fazer um fantasma oriental.

Passo Um: Conceito. Eu fiz uma personagem japonesa para Kindred of the East, então quero fazer um personagem chinês para esse cenário. Também gostaria muito de fazer um acupunturista que no mundo dos mortos usa seu conhecimento do tao e da medicina chinesa para lidar com sua Sombra. Esse é um bom conceito por onde começar.
Dando uma lida no livro encontrei uma parte que fala das “famílias comunistas”. No Reino de Jade a sociedade é mantida por famílias tradicionais o que seria de se esperar de uma sociedade formada a partir do culto aos ancestrais. Mas conforme os comunistas chineses começaram a morrer ao longo do século XX eles formaram “famílias” para se proteger mutuamente e ir ganhando algum poder político. Em algumas cidades, como Beijing, elas são uma força a ser reconhecida. Também quero incluir isso nesse personagem.
Detalhe: Esse trecho termina com o “problema” que essas famílias estariam vivenciando conforme o comunismo na China está inevitavelmente morrendo. Hahahaha.
Voltando ao personagem: Zhang Chen era um estudante de medicina em Beijing, sua família é de uma província rural, trabalhando nas lavouras comunais do governo.
Agora preciso pensar em uma forma de morte. A outra personagem que fiz para Wraith foi por acidente, e não vejo esse personagem cometendo suicídio, então que tal doença? Talvez na faculdade ele descobriu uma doença, mas já era tarde demais. Pensei primeiro em câncer, mas e se fosse uma doença autoimune que explicaria porque os homens sempre morrem jovens em sua família? Se eu fosse realmente jogar com esse personagem até poderia pesquisar uma doença real, mas vamos considerar uma doença cardíaca qualquer.
Para terminar o Conceito falta colocar como ele “vive” nas Shadowlands após sua morte. Então imagino que ele foi adotado por uma das famílias comunistas de Beijing e atua como burocrata e um curandeiro, usando os conhecimentos da medicina tradicional chinesa e do taoísmo para ajudar outros fantasmas a lidar com suas Sombras (mais sobre isso abaixo).
Como Natureza, acho que ele seria um Rebelde, alguém que quer destruir as estruturas imperiais que comandam o mundo dos mortos do Reino de Jade, mas seu Comportamento é de Caregiver, onde ele cuida de todos visando fazer conexões e coletando informações. Por fim, sua Sombra é Tradicionalista, o que é um contraponto interessante para este personagem.

Passo Dois: Atributos. O velho esquema 7/5/3. Primário com certeza é Mental, acho que vou de secundário em Social e Terciário em Físico. Notei que raramente coloco Físico como primário em WoD.
Mental: Perception oo, Intelligence oooo, Wits oooo
Social: Charisma ooo, Manipulation ooo, Appearance oo
Physical: Strength oo, Dexterity oo, Stamina oo

Passo Três: Habilidades. O velho padrão 13/9/5 entre Talentos, Perícias e Conhecimentos. Conhecimentos é primário, óbvio. Acho que Talentos fazem mais sentido como secundário e Perícias como terciário.
Knowledges: Bureaucracy 2, Investigation 2, Law1, Medicine 3, Law 1, Linguistics 1, Occult 1, Politcs 2
Talents: Alertness 2, Awareness 2, Empathy 2, Intimidation 1, Subterfuge 2
Skills: Leadership 3, Stealth 2.

Passo Quatro: Vantagens. Agora chegamos na parte realmente interessante. O que tornar um Wraith, um Wraith. Vamos começar com os Backgrounds.
Eu tenho sete pontos para distribuir. Vendo os backgrounds novos eu quero os três: Living Family, a família de Chen é grande no interior e continua a fazer rituais em sua homenagem, Wraith Family, a família comunista que o adotou, e Magistral Office, um posto que Chen teria galgado nesses últimos meses ou anos desde que ele morreu. Eu quero colocar três pontos em cada um, mas a conta não fecha. Vou colocar 3, 3 e 1 e depois volto com os freebie points.
Agora vamos a parte que começamos a realmente pegar coisas de Wraith. Passions e Fetters. Os primeiros são os sentimentos que alimentam meu fantasma e o outro as conexões dele com o mundo dos vivos. São dez pontos de cada e gosto de meio fazer juntos porque eles têm uma certa relação entre si.
Entre os Fetters eu quero a casa dele no interior e a faculdade de medicina que são dois lugares importantes para Chen. Acho que seria legal ele ter um parente, talvez um irmão como Fetter, alguém que ele desconfia que também tem a mesma doença que o matou.
Então vamos montar isso em termos de jogo.
Para as Passions quero Cuidar da Família Viva (Amor), Proteger o Comunismo (Dever) (Isso no final dos anos 90 quando o comunismo está “morrendo” hahhaha), Aumentar o Poder de sua “Família” e aqui não sei se seria um sentimento de Dever ou Gratidão. Também quero uma Passion ligada ou a busca da cura de sua doença e/ou algo sobre compreender mais a relação com sua Sombra… Deixa eu ver como coloco isso. Encontrar a Cura da sua Doença (Obstinação) e Compreender sua Sombra (Curiosidade). Hummmm… não sei se gostei desses. Talvez reveja. Por hora vou colocar três pontos no cuidar da família viva, dois no do comunismo (que eu posso vir a refrasear), um no aumento do poder da sua família fantasma (não é algo tão importante para ele) e dois em cada um dos últimos. Seguimos.
Para os Fetters, começo com Casa de Sua Infância que terá dois pontos. A faculdade onde ele queria se formar, com certeza, merece ao menos três pontos. Outros três pontos vão para seu irmão, Zhang Liang. Seria interessante se o irmão tivesse seguidos seus passos e vindo a Beijing para estudar. Os últimos dois pontos… acho que faz sentido que seja o Centro Estudantil onde ele frequentava. Se eu pensar em alguma outra coisa mudo lá embaixo.
Por fim, vamos aos poderes, os Arcanoi. Olhando os poderes novos que tem no Dark Kingdom of Jade, com certeza quero Way of the Soul, que é meio que a versão oriental de Castigate, só que foca em integrar Psyque e Shadow em vez de apenas diminuir e destruir a Shadow. Já coloco o máximo de três pontos nesse Arcanos. O que me deixa com dois pontos. Tem outros poderes desse livro que eu queria, mas acho que Argos ou Lifeweb faz muito sentido para esse personagem. Vou colocar os dois pontos em Argos e talvez pegue um em Lifeweb com os freebie points.

Passo Cinco: Toques Finais. Minha Willpower começa com 5, Corpus 10 e Pathos 5. Vamos gastar meus 15 freebie points. Cinco já vão para um pontinho de Lifeweb. Dois pontos vão para Backgrounds para nivelar os três em três pontos, o que me deixa oito pontos para gastar.
Pensei um pouco aqui e acho que vou continuar gastando em Arcanoi e Backgrounds. Vou aumentar Lifeweb para 2 que me permite interagir com a área ao redor dos meus Fetters e isso é um poder legal para esse personagem. Quanto aos Backgrounds, olhando os do livro básico acho que vou colocar um ponto em Contacts, um em Memorian e um Eidolon. E é isso.

Passo Seis: Sombra. Por fim, preciso criar minha Sombra. A voz na cabeça de Chen que o impulsiona a fazer coisas que ele não deseja. O arquétipo dela é o Tradicionalista, como já tinha decidido antes. Para determinar a Angst eu rolo um número de dados igual ao Willpower do meu personagem. Ok, dois sucesso então começamos com Angst 2. O que é bom.
Eu tenho sete pontos para colocar nas Dark Passions. Que tal Vingança Contra o Partido (Ressentimento)? Algo como a Sombra culpando a dedicação dele e de sua família aos ideais comunistas por sua morte prematura. Outra Passion poderia ser algo como Aproveitar Prazeres Proibidos, mas acho que assim é muito vago. Minha ideia é que Chen se privou de muita coisa para entrar na faculdade de medicina e agora sua Sombra quer compensar. Pensando bem, vou deixar assim mesmo e associar com o sentimento de Egoísmo. Precisa de mais um ou esses dois já são suficientes? Pensei em mais um: Cortar Laços com Sua Família (Isolamento), daí seria tanto a família viva quanto sua nova família fantasma. Vou colocar dois pontos em cada e o último vai para os Prazeres porque acho que seria algo que tem mais a ver com o personagem.
Só que essas Passions não batem muito com um arquétipo Tradicionalista. Não que a Sombra precise ser coerente. Assim como nossas neuroses ela pode ser bem incoerente e defender a família tradicional ao mesmo tempo que diz que essa família e sua estrutura só atrapalha.
É, vou manter.
Ainda faltam os Thorns, os poderes da Sombra. E se tem uma coisa que eu acho que precisa de uma baita revisão em Wraith é isso. Deixa eu ver o que me interessa aqui.
Sempre esqueço que você não começa com pontos em Thorns e compra com os 10 freebie points que Shadow tem. Vou querer Shadowed Face, se a Sombra tomar a frente o rosto de Chen se altera como se ele fosse outra pessoa, e Bad Luck, representando um certo grau de superstição interiorana que Chen tem guardada dentro de si. Isso me custa seis pontos o que me deixa com quatro. Vou usar esses para pegar dois pontos de Angst temporária para ter com o quê atormentar Chen no início do jogo e terminei.

Zhang Chen está pronto para defender o Comunismo na Beijing das Sombras e tentar derrubar o Império de Jade por dentro.
Com um mês de atraso esse personagem enfim está pronto. Vamos ver se consigo retomar o ritmo agora.
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Zhang Chen
Nature: Rebel
Demeanor: Caregiver
Shadow: Tradicionalist
Life: Farm Boy in Big City
Death: Family Ilness
Regret: Don’t Living Full

Attibutes:
Physical: Strength oo, Dexterity oo, Stamina oo
Mental: Perception oo, Intelligence oooo, Wits oooo
Social: Charisma ooo, Manipulation ooo, Appearance oo

Abilities:
Talents: Alertness 2, Awareness 2, Empathy 2, Intimidation 1, Subterfuge 2
Skills: Leadership 3, Stealth 2.
Knowledges: Bureaucracy 2, Investigation 2, Law1, Medicine 3, Law 1, Linguistics 1, Occult 1, Politcs 2

Advantages:
Backgrounds: Contacts 1, Eidolon 1, Living Family 3, Magisterial Office 3, Memorian 1, Wraith Family 3.
Passions: Take Care of His Living Family (Love) 3, Spread Comunism (Duty) 2, Raise the His Wraith Family Influence (Gratitude) 1, Find the Cure of His Ilness (Obstinacy) 2, Understand the Shadow (Curiosity) 2.
Fetters: The Old House of His Childhood 2, Medicine College 3, His Brother (Zhang Liang) 3, College Student Center 2
Arcanoi: Argos 2, Lifeweb 2, Way of the Soul 3.

Willpower 5
Pathos 6
Corpus 10

Shadow
Archetype: Tradiotionalist
Angst: 2/2
Dark Passions: Revenge Against the Party (Resentment) 2, Enjoy the Pleasures of Flesh (Egotism) 3, Cut the Families Shackes (Isolation) 2.
Thorns: Bad Luck, Shadowed Face.


quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Mil Faces de um RPGista - Vampire 5th - Mathias, Barão da Zona Portuária


Jogo: Vampire: The Masquerade 5th ed
Sistema: Storytelling V5
Autoria: Kenneth Hite & Karim Muammar (orgs)
Editora: White Wolf Entertainment & Free League. Galapagos Jogos na versão brasileira.
Experiência: Bastante com as edições anteriores, praticamente nenhuma com essa.
Livros usados: Apenas o básico.
Voltando ao Mundo das Trevas! O Velho Mundo das Trevas, que agora também é um Novo Mundo das Trevas. Não é tão confuso quanto parece, juro!
Pretendia ler e fazer um personagem do Vampire: The Masquerade 20th Year Edition (que é extra-oficialmente a quarta edição desse jogo), mas eu não resisti a pular logo para a quinta edição nas minhas leituras e ele acabou sorteado como próximo jogo daqui do projeto. Sim, pra quem não sabe desde o início de 2023 eu sorteio qual vai ser o próximo jogo que vai aparecer por aqui.
Quanto ao sistema, muita coisa foi atualizada praticamente chupando ideias e regras do “Novo Mundo das Trevas”, também conhecido agora como Chronicles of Darkness. A distribuição de atributos, o número alvo fixo (sendo que aqui se utiliza o “6” em vez do frustrante “8” de CoD) e há a introdução de algumas regras novas como Touchstones, Estilos de Predador e, a mais marcante, a Fome.
A Fome entra no lugar dos Pontos de Sangue das edições anteriores e é um atributo que usa dados de cores diferentes que substituem os dados de todas as rolagens do vampiro. Isso visa representar a presença da Besta em tudo que o vampiro faz. Dando um aspecto de terror aos seus poderes em vez de ser um super-herói que bebe sangue.
Nada contra quem quer continuar a jogar V:tM dessa forma, mas não é a proposta do jogo e nunca foi algo que me atraiu.
Para não me alongar muito, os dados de cores diferente indicam que o jogador pode até ter sucesso, mas isso pode ser causado pela Besta. Por exemplo, você abre a fechadura, mas porque a arrancou com um acesso de raiva não porque usou sua habilidade para fazer isso de forma delicada e silenciosa. Por outro lado, os dados de Fome também possibilitam uma falha crítica (o único remanescente do famigerado Fumble, graças a Cain) onde a Besta toma o controle do seu personagem por uma cena. Como eu disse, isso faz a Besta estar presente a todo momento nas mecânicas e não só como um recurso narrativo.

Depois dessa introdução enorme, vamos fazer um vampiro.

Passo Um: Conceito. Esse é o momento em que eu conversaria com meu Narrador imaginário e com meus colegas de mesa imaginários para decidirmos que tipo de crônica faremos e qual personagem cada um quer fazer. Como sou só eu, isso me dá mais liberdade.
Essa edição de V:tM permite criar tanto personagens recém-abraçados, como nas edições anteriores, quanto vampiros antigos (Ancilla) ou os Thin-Blood, cujo sangue vampírico é tão fraco que eles podem resistir a luz do sol mas não possuem disciplinas entre outras limitações.
Vou criar um Ancila porque tenho uma ideia de um NPC para uma campanha que pretendo mestrar em algum momento ambientada no Rio de Janeiro.
Meu personagem é um ex-escravo de meados do século XIX. Ele foi abraçado pouco depois de denunciar um quilombo de onde fora expulso por seu comportamento violento e logo depois dos fidalgos que prometeram recompensá-lo lhe deram uma surra e o deixaram para morrer. Nos dias atuais ele é o Barão da Zona Portuária e atua no tráfico de pessoas. De escravo para escravocrata. Esse é o Mundo das Trevas.
Pensando em um nome aqui. Não acho que ele teria um nome comum como João ou José. Talvez um nome mais imponente. Mathias! É um bom nome e era um nome da realeza no século XIX.

Passo Dois: Clã e Sire. O Clã de Mathias é Gangrel. Seu Sire é desconhecido. No meu cenário há um Gangrel que teria abraçado alguns vampiros deixando-os a própria sorte. Mathias possivelmente tem um ou dois “irmãos” no Rio de Janeiro e outros pelo Brasil. Seu Sire o escolheu porque o viu como um sobrevivente.

Passo Três: Atributos. A mesma divisão Físico, Mental, Social de outras edições, mas com algumas diferenças. Caíram Percepção, Carisma e Aparência. Em seu lugar entraram Resolve, Presence e Composure. Aqui vemos a influência de CoD.
A divisão de pontos também mudou. Sem priorizações. Eu escolho um atributo para ter 4 dots, três para terem 3, quatro para terem 2 e um para ficar com apenas 1.
Vamos ver aqui.
O atributo mais importante dele, com certeza, é Stamina, então esse fica com o 4.
O atributo menos importante talvez seja Charisma. Vejo Mathias como alguém que ascendeu ao poder através da Intimidação e da Intriga, não pela Empatia ou Diplomacia. Esse então fica com o 1.
Agora vamos aos 3s. Resolve e Manipulation são importantes. Qual seria o terceiro? Acho que Strength.
Isso deixa os 2s para Dextery, Composure, Intelligence e Wits.

Passo Quatro: Skills. Aqui também mudou o sistema de distribuição. Além disso as perícias são mais genéricas e menos específicas. Novamente uma mecânica que foi apropriada do CoD. Eu preciso escolher entre três opções: Jack of All Trades, Balanced ou Specialist. Acho que Balanced é o que encaixa mais para Mathias. Isso me dá três skill em 3, cinco skills em 2 e sete skills em 1.
Vou fazer o mesmo que fiz com os atributos. Quais são os três mais importantes? Acho que Brawl, Intimidation e Investigation me parecem os mais importantes. Então esses ganham os 3s.
Agora escolher cinco para ganhar os 2s… Survival, Firearms, Subterfuge, Insight e Larceny acho que são as que melhor encaixam com Mathias.
Por fim, escolho mais sete skills para receber os 1s: Athletics, Drive, Melee, Etiquette, Streetwise, Occult e Politics.
Pronto. Algumas dessas eu vou aumentar depois.

Opa! Voltando aqui porque esqueci de pegar minhas especialidades. Eu recebo uma de graça para Academics, Craft, Performance e Science, mas como não tenho nenhuma dessas skills, ganho nada.
Mas eu ganho mais uma especialidade de graça em qualquer skill. Dando uma olhada nas skills do livro, acho que a especialidade Physical Coertion para Intimidation é perfeita para Mathias.

Passo Cinco: Disciplines. Agora chegamos na parte “juicy”. Disciplines, os poderes dos vampiros. Eu escolho duas do meu clã e coloco dois pontos em uma e um ponto na outra. As Disciplines dos Gangrel são Animalism, Fortitude e Protean. Acho que Mathias tem mais relação com Fortitude e Protean do que Animalism. Não o vejo como um Gangrel tão ligado a natureza, sendo mais um predador urbano. Então vão dois pontos para Fortitude e um para Protean. Posso mudar isso mais a frente.
Outra mudança dessa edição é que cada nível de Discipline tem mais de um poder e preciso escolher um deles para cada ponto que eu tenho, mas vou deixar isso para depois porque o próximo passo deve me dar mais um ponto de Discipline.

Passo Seis: Predator. Agora eu escolho meu estilo de Predador. Que é a forma como meu personagem prefere caçar. Isso me dá algumas características e começa a definir a personalidade do meu vampiro (perceberam que não temos mais Natureza e Comportamento? Mais sobre isso em breve).
Demoro pra achar as opções porque como todo livro do Mundo das Trevas esse é bem mal organizado, mas das opções apresentadas aqui acho que Alleycat é a melhor. Você caça com intimidação e força. Acho que Mathias não é apenas um predador, mas ele precisa se afirmar como predador Além disso ele tem apreciação pelo sangue destilado com medo.
Isso me dá uma especialidade com Intimidation ou com Brawl. Como já tenho uma em Intimidation, pego a de Brawl (Grappling).
Também ganho um ponto em Potence ou Celerity. Apesar de eu adorar Celerity, acho que Potence tem muito mais a ver com Mathias.
Meu último ganho com esse estilo de Predador é três pontos em Contacts entre criminosos. Perfeito.
Por fim, eu perco um ponto de Humanity. O que também é perfeito para esse personagem.

Passo Sete: Advantages. Eu tenho 7 pontos para distribuir em Advantages e preciso pegar 2 em Flaws. Advantages incluem Backgrounds e Merits (porque não juntaram de vez os dois, eu não sei).
Começo olhando os Flaws e vejo um que me interessa, Obvious Predator. Acho que combina com a imagem que tenho desse personagem. Ele é um predador e deixa isso bem claro para todos. Eu tenho penalidades em testes Sociais que visam acalmar humanos (hahaha) e não posso ter um Herd, um grupo de humanos seguidores.
Ok, vamos às Vantagens. Eu quero Haven, Resources e Status, afinal ele é um Barão. Acho que vou colocar 3 no primeiro e 2 nos outros. Talvez eu os aumente depois.

Passo Oito: Convictions e Touchstones. Algo mais roleplaying agora. E uma adição interessante a essa edição de Vampire. Eu crio de uma a três crenças do meu personagem e associo cada uma a um Touchstone, uma pessoa que representa essa convicção de alguma forma e serve para me manter ainda humano. Essa mecânica me lembra um pouco as Passions e Fetters de Wraith: The Oblivion.
Como uma convicção pensei em algo como “Aqueles que tem o poder, comandam.”, para representar sua visão de ao deixar de ser um escravo ele deseja ser um senhor de escravos.
Tive uma ideia interessante. Antes de ser abraçado, Mathias teve uma filha. Essa filha teve sua própria filha e assim por diante. Essa descendente dele é líder de um grupo na comunidade do Morro da Providência, com a qual Mathias tem uma relação de “respeito mútuo”. Talvez no fundo ele sinta algum tipo de carinho por ela, ou ela represente a humanidade que ele deixou para trás. De qualquer forma, por mais que ele nunca vá admitir, ela detém algum poder sobre ele. Ela tem o poder de parar o predador dentro dele. Deixa eu pensar em um nome para ela… Ruth! Em homenagem a incrível Ruth de Souza. Penso na possibilidade dela ter alguma característica sobrenatural, mas deixo isso para outro momento.
Também vou aproveitar para selecionar uma Ambição e um Desejo, que são novas características dessa edição. Que possuem uma semelhança com as Aspirações do Chronicles of Darkness. A diferença de um e de outro é que a Ambição é algo mais mecanicamente alcançável, enquanto o Desejo é mais narrativamente alcançável. Acho que a Ambição dele é “Dominar a Disciplina de Protean”, que representa para ele o poder do predador. Para o Desejo, acho que pode ser “Consolidar seu controle sobre a região do Centro do Rio de Janeiro”.
Minha Humanidade começaria em 7, mas como eu perco um pelo meu estilo de predador, começo com 6.
Já que esqueci de anotar lá em cima, minha Health é Stamina+3, ou seja, é 7. E meu Willpower é Composure+Resolve, para um total de 5.
Claro que minha Hunger começa com 1, mas não por muito tempo.

Passo Nove: As Ondas do Tempo. Acho que isso deveria estar no início da criação do personagem, mas vamos lá. Aqui eu e meu Narrador imaginário e meus colegas de grupo imaginários sentamos e decidimos se nossa campanha será com Thin-Bloods, com neonatos ou ancillas. Como já decidi que Mathias será um ancilla isso o coloca entre a 10a ou 11a gerações, acho que 11a é mais coerente (o que deixa o Gangrel misterioso na 10a), eu ganho mais 2 pontos de vantagens e 2 de flaws, perco um ponto de Humanidade, caindo para 5 e tenho 35 pontos de experiência para gastar.
Primeiro quanto aos pontos de Vantagem e Flaws:
Dentre as Flaws, gostei de Adversary. No cenário que estou montando o Centro do Rio de Janeiro é uma área em disputa entre vários barões dos Anarch, mas acho que seria interessante que um barão, ou melhor, uma baronesa e já estou começando a visualizar a personagem, esteja interessada na região dominada por Mathias. Ela seria uma ancilla como ele o que cobre os dois pontos de Flaw.
Com os dois pontos de vantagem vou aumentar Resources e Status para três e pronto.
O que me leva aos 35 pontos de experiência. Em primeiro lugar quero aumentar Protean para 2 por 10 pontos. Talvez eu aumente para três, mas tem outras coisas que quero comprar.
Quero aumentar Brawl para 4 e Streetwise para 3, o que me custa… ou melhor custaria 27 pontos o que é mais do que eu tenho então deixa eu repensar isso. Se eu mantiver Brawl em 3 e aumentar só Streetwise custa quinze pontos. O que vai me deixar com só mais dez pontos então já era Protean 3.
Acho que vou manter esses dez pontos para aumentar Protean assim que possível e terminar o personagem por aqui.

Espera! Faltou escolher os poderes das Disciplines. Para Potence 1 eu quero Lethal Body para causar dano agravado. Para Fortitude 1, os dois são legais mas acho que Unswayable Mind tem mais a ver com Mathias. Para Fortitude 2, Toughness é minha única opção já que não tenho níveis em Animalism. Por fim para Protean 1 e 2 eu pego Eyes of the Beast e Feral Weapons, respectivamente.

Acho que é isso. Faltaria talvez selecionar equipamento mas vou ignorar. Mathias é um homem negro de quase um metro e noventa com cabelos crespos bem curtos e sempre uma barba bem feita (que ele faz questão de fazer todas as noites) e sempre veste ternos de corte de alfaiate de boa qualidade, mas esse cuidado com a aparência não esconde o olhar de um predador que divide todos ao seu redor entre presas e ameaças.

Uma última coisa: Falta rolar o dado de fome para ver se ele começa com a Besta sussurrando em seu ouvido. Rolei e falhei, então Mathias começa com Hunger 2.
________________________________________________________
Mathias, Baron of Port Zone
Generation: 10o
Clan: Gangrel
Predator: Alleycat
Ambition: Master Protean.
Desire: Expand his domains.
Sire: Unknown
Chronicle: Rio at Night

Attributes:
Strength ooo, Dextery oo, Stamina oooo
Charisma o, Manipulation ooo, Composure oo
Intelligence oo, Wits oo, Resolve ooo

Skills:
Athletics o, Brawl ooo, Drive o, Etiquette o, Firearms oo, Insight oo, Intimidation (Physical Coertion) ooo, Investigation ooo, Larceny oo, Melee o, Occult o Politics o, Survival oo, Subterfuge oo, Streetwise ooo.

Disciplines: Fortitude oo (Unswayable Mind & Toughness), Potence o (Lethal Body), Protean oo (Eyes of the Beast & Feral Weapons).

Advantages: Haven ooo, Resources ooo, Status ooo

Flaws: Obvious Predator oo, Adversary oo

Humanity ooooo

Wilpower ooooo

Health ooooooo

Hunger oo

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Mil Faces de um RPGista - Transformers RPG - Resgate


Jogo: Transformers RPG
Sistema: Essence20
Autoria: Ryan Costello, Gabriel Hicks, JF Sambrano, Bryan C.P. Steele, Elisa Teague, Eddy Webb
Editora: Renegades Game Studio
Experiência: Só peguei e li. Ansioso pra colocar na mesa.
Livros usados: Só o básico.

Transformers! Robots in Disguise.
Transformers! More than meets the eye.

Como uma criança de classe média nos anos 80, um momento muito aguardado da minha semana era o domingo de manhã quando eu disputava com meu pai o controle da televisão (e não estou falando de controle remoto) que queria ver a corrida enquanto eu queria ver a sequência de desenhos da manhã de domingo: Thundercats, Comandos em Ação (também conhecido como G.I.Joe) e, meu favorito, Transformers!
Transformers, para quem passou os últimos quarenta anos em Marte e não sabe do que estou falando, girava em torno de uma raça de robôs inteligentes vindos do planeta cybertron que podiam se transformar em carros, aviões, aparelhos de som, etc.
Eu era muito fã deles quando criança e quando soube que saiu um RPG baseado neles obviamente eu tinha que conseguir esse jogo.
O sistema Essense20 é claramente baseado no D&D 3.0/3.5 com modificações nos atributos e na forma como as habilidades funcionam. Usando um bônus de dados (similar a Savage Worlds) em vez de um bônus de modificadores simples. Além de Transformers, a Renegade lançou RPGs baseados em Power Rangers e GiJoe com o mesmo sistema.

Vamos montar um autobot!

Passo Zero: Discuta Com Seu GM e Os Outros Jogadores. Como sou só eu, poderia pular esse passo, mas achei legal o livro destacar a importância de uma conversa inicial antes do jogo para todos os jogadores montarem personagens alinhados uns com os outros e com o projeto de jogo de uma forma que todos irão se divertir.

Passo Um: Conceito. Bom, minha ideia é fazer um personagem inspirado em Ratchet, o médico/engenheiro dos autobots, só que em vez de uma ambulância quero que ele possa se transformar em um helicóptero de resgate. Inclusive esse é o nome dele Resgate. Então Resgate será um médico/engenheiro especializado em ações de emergência. Ele considera toda vida como importante, mesmo a vida de seus inimigos. Como um autobot ele também é um guerreiro, mas evitará usar força letal sempre que possível.

Passo Dois: Essências e Perícias Iniciais. Agora eu tenho 12 pontos para distribuir nas minhas Essências, que são os atributos básicos desse jogo. São quatro: Strength, Speed, Smarts e Social. Os quatro Ss. Eu preciso colocar ao menos um ponto em cada um e não posso ter mais de 15 em nenhuma ao final da construção de personagem. Eu sei que eu quero uma Speed alta, mas estou na dúvida qual seria a melhor essência secundária: Smarts ou Social? Pensando melhor, vou deixar os dois no mesmo patamar. Vou ficar com Strength 2, Speed 4, Smarts 3 e Social 3.
Agora eu poderia distribuir a mesma quantidade de pontos em Perícias associadas a cada Essência. Também posso fazer isso depois já que vou ganhar mais pontos em Perícias específicas, então vou deixar mais pra frente.

Passo Três: Selecione Influências. Eu posso escolher de uma a três Influências. Cada uma irá me dar um Perk, uma habilidade especial, mas para cada uma além da primeira eu preciso pegar um hang-up, que é uma espécie de desvantagem. Cada Influência também me dá características sugeridas e traços de personalidade sugeridos também.
Tem duas Influências que me interessaram e eu acho que encaixam de alguma forma com como estou vendo esse personagem: Racer e Security. Resgate está sempre com pressa e sempre alerta porque sabe que cada segundo conta para salvar uma vida. Para a primeira eu escolho uma especialização em Driving com a qual eu ganho um Edge (uma espécie de bônus que aumenta o tipo de dados que eu rolo) quando uso essa especialização e para a segunda eu posso fazer uma ação de movimento quando sou surpreendido.
Como peguei duas Influências preciso escolher um hang-up. Cada um deles tem uma lista de sugestões e acho que Impulsive encaixa com a descrição que dei acima. Eu nunca ganho os benefícios de uma Surpresa e tenho um redutor no primeiro teste de Perícia após rolar Iniciativa. A pressa as vezes é inimiga da perfeição. Rs

Passo Quatro: Escolha uma Origem. Agora escolho uma Origem, que vai aumentar as minhas Essências, vai dar pontos em algumas perícias, determinar minha Health inicial, minhas linguagens (estranho, não?), vai dar um benefício específico e determinar as especificações do meu modo não-robô.
Acho que em D&D isso seria mais ou menos o equivalente da minha raça. Para o que elaborei até agora, acho que a melhor origem para Resgate seria Suporte, apesar que eu queria muito a habilidade especial do Seeker de voar em modo robô. Mas vamos ficar com o Suporte mesmo. Isso aumenta Smarts em +1, assim com um ponto para colocar em Science ou Technology, por enquanto escolho Science mais isso pode mudar mais pra frente. Meu Health é 4 (bastante pelo que entendi desse jogo) e eu começo sabendo cybertroniano, inglês e mais duas linguagens (porque meu Smarts é 4 nesse momento), eu escolho francês (por influência dos médicos sem fronteiras) e espanhol por ser uma das línguas mais difundidas do mundo.
Minha habilidade especial me dá dois hardpoints extras que eu posso começar com opções do tipo suporte. Mais sobre isso em equipamento.
Meu modo robô é Large e se move 30ft por turno. Meu modo alt (helicóptero) é Long, se move 30ft no ar, tem espaço para dois humanos pilotarem e dois firepoints.

Passo Cinco: Role. Agora eu escolho meu papel no grupo (Role) que é equivalente a classe em outros jogos. Eu quero Scientist com Medical Officer como Focus (sub-classe). Isso me dá alguns Perks: For the Allspark (que todos os personagens desse jogo têm), Intrafilum (que me permite gastar energon para ajudar a curar um cibertroniano), ganho +1 em Strength e Smarts, dois ranks em uma lista de perícias que eu vou deixar pra ver depois, tenho treinamento com Limited Armor Upgrades, Electric Weapons e Explosives, Broad Understanding (uma espécie de super especialização em Science), Circuit Breaker (que me permite usar Technology pra usar armas elétricas) e Energon Battery (que me permite guardar mais Energon que um autobot comum).
Ser um Medical Officer também me dá outro +1 em Smarts, um novo bônus em Science ou Technology (dessa vez escolho Technology) e ganho a habilidade Patch Up que me permite, uma vez por turno gastar um Energon para ou curar um cybertroniano, ou consertar um veículo ou curar uma forma de vida orgânica e sempre se considera que eu tenha um kit de reparos e um kit médico comigo. Muito bom.

Passo Seis: Perícias. Saindo da ordem do livro, mas como deixei isso para depois, acho que agora é o depois. Só que antes eu quero mudar a minha distribuição inicial das Essências, trocando um ponto de Smarts para Speed. Dessa forma eu termino com Strength 3, Speed 5, Smarts 5 e Social 3, lembrando que minha distribuição inicial com essa mudança (e meus pontos iniciais para comprar perícias) são 2, 5, 2, 3. Deixa eu ver a lista de perícias o que me interessa pegar.
Bom, vou colocar meus dois pontos de Strength Skills em Brawn, colocando-a para d4 que vai aumentar minha capacidade de carga.
Para Speed eu quero Driving bem alto, mas também quero alguma coisa em Acrobatics e Targeting. Pensando melhor, dane-se Targeting. Resgate não é um guerreiro per si e eu posso usar Technology pra usar armas elétricas. Então vou colocar três pontos em Driving, jogando para d6 e dois em Acrobatics (nunca se sabe quando se vai precisar) jogando para d4. Opa! Já ia esquecendo de Iniciativa. Faz o seguinte, tira um ponto de Acrobatics e coloca em Initiative, deixando os dois com d2 (pois é, né?!)
Meus dois pontos de Smarts inicial acho que vou colocar um em Alertness (sempre útil) e o outro em Survival, deixando os dois com d2.
Meus três pontos em Social vão para Persuasion, única skill nessa categoria que eu vejo correlacionada com esse personagem, o que a coloca em d6.
Agora eu tenho alguns pontos em listas específicas dependendo das escolhas que fiz antes, deixa eu ver aqui.
Eu tenho uma especialização em Driving pela minha Influência de Racer, que óbvio vai para Air. E eu tenho um rank em Science e outro em Technology pela minha origem e pelo meu Focus. Eu tenho outros dois Ranks para colocar nessas perícias ou em Conditioning ou Brawn. Acho que vou gastar um ponto para aumentar Science para d4 e vou comprar uma especialização em Medicine.
Isso termina minhas perícias.

Passo Sete: Equipment. Esse passo não existe no livro. Equipamento é visto no início de cada missão e é entregue pelo GM para a conclusão desta missão. Mas como eu quero ao menos escolher uma arma típica e os hardpoints de support desse personagem.
Para minha arma eu quero “Element Jet”, mais especificamente um Eletric Jet, imagino que seria o equivalente de um desfibrilador que foi adaptado para ser uma arma, da mesma forma que as armas de Hatchet nos quadrinhos eram seu bisturi laser e seu jato criogênico.
Para meus equipamentos de Support eu quero Emergency Care Equipment, por motivos óbvios, e Extra Crew Capacity, o que permitirá Resgate carregar mais humanos tanto na forma robô quanto na forma helicóptero.

Passo Oito (que seria o Seis no livro): Descreva seu Personagem. Resgate é um robô branco e vermelho, mais vermelho do que branco. Suas pernas são formadas pela frente do helicóptero e seus braços pela traseira e a haste do rotor. As hélices ficam recolhidas em suas costas e talvez em algum ponto de um futuro onde ele se torne mais violento, pode ser que passe a usar as hélices como espadas na forma robô. Em sua forma alternativa ele é um helicóptero vermelho com toques de branco com as palavras “emergency” na lateral.

Passo Nove: Forme uma Equipe. Esse é outro ponto que não posso fazer sozinho, mas acho legal que o livro inclua isso na criação de personagem. É importante lembrar que RPG é um entretenimento coletivo e que todos estamos jogando o mesmo jogo com o objetivo do divertimento de todos na mesa. Já conheci muitos jogadores (e mestres) que se esquecem disso.

Resgate está pronto para entrar no campo de batalha para salvar quantas vidas ele puder.
______________________________________________________
Rescue
Influences: Racer and Security
Origin: Support
Role: Scientist (Medical Officer)
Alt Mode: Helicopter

Strength: 3
Brawn: d4

Speed: 5
Acrobatics: d2, Driving (Air): d6, Initiative: d2

Smarts: 5
Alertness d2, Science (Medicine) d4, Survival d2, Technology d2

Social: 3
Persuasion d6

Perks: For the Allspark, Broad Understanding, Circuit Breaker, Energon Battery, Patch Up
Training: Limited Armor Upgrades, Electric Weapons e Explosives.
Hang-ups: Impulsive

Move: 30ft ground
Alt Mod Move: 30ft aerial

Health: 4

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Mil Faces de um RPGista - Descent Into Midnight Quickstart - Cardume


Jogo: Descent Into Midnight Quickstart
Sistema: Powered by the Apocalypse (PbtA)
Autoria: Richard Kreutz-Landry (Org.)
Editora: Parece que não tem uma editora, quase uma auto-publicação do autor com um grupo de amigos. Isso explica porque ainda não saiu a versão definitiva.
Experiência: Só li esse quickstart e vi um vídeo de um gameplay. Ainda não consegui colocar na mesa.
Livros usados: Só o quickstart que foi liberado quando fizeram o financiamento coletivo no kickstart.

Eu esbarrei em Descent Into Midnight no kickstart em 2020. A proposta é uma comunidade aquática cientificamente avançada cujas culturas nunca foram tocadas pela humanidade. Combinando bioengenharia e poderes psiônicos onde os jogadores são os guardiões desta comunidade de quaisquer ameaças físicas, emocionais ou até mesmo existenciais. É um jogo sobre comunidade e esperança.
A proposta de bioengenharia em um ambiente subaquático alienígena me lembrou o cenário de Blue Planet, o que me atraiu logo de cara. Aliás, o autor de BP também se interessou por esse jogo e foi um dos apoiadores do financiamento coletivo e divulgou amplamente.
Infelizmente, por conta da pandemia e por problemas pessoais e estruturais vividos pelo autor até o momento não foi lançado o livro final, só havendo o quickstart que eles liberaram durante o projeto de financiamento. Vamos ver se um dia esse livro sai. Fico na torcida.

Então, vamos fazer um Guardião.

Passo Um: Escolha um Playbook. Como a maioria dos jogos Powered by the Apocalypse, o primeiro passo é escolher um playbook. Também como acontece com muitos PbtAs, a minha vontade é de jogar com todos eles. rs
Mas eu tenho uma ideia de personagem e já sei qual playbook melhor se encaixa com esse conceito, então vou pegar o Empath.
Lembrando que esse é um jogo onde seu personagem pode ser qualquer criatura marinha, ou híbrido entre criaturas, ou o próprio espírito do eco… já consegui demonstrar a amplitude de estranheza que o jogo permite, né? Então minha ideia é fazer um cardume de peixes que convive em uma mente coletiva. Eles se denominam Cardume e seus pronomes são Eles/nós/nossos. Eles veem a todos como parte do Cardume, não como uma anulação da individualidade, mas como uma percepção da importância da coletividade e da comunidade.
Agora eu faço uma série de escolhas para melhor definir meu personagem.
Para minha aparência eu escolho Ágil e Lustroso. Imagino Cardume como os peixes que deram informação para Dory em procurando Nemo.
Minha atitude é radiante. Novamente penso na Dory como inspiração. Aquela pessoa que agrega com todes.
Posso escolher dois dons. Da lista proposta acho que os que mais se encaixam são Teleempatia e Condução de Energia (imagino o cardume conduzindo a energia de membro a membro que o forma).
Por fim, eu defino o lar de Cardume, e imagino-os vivendo em um Centro Social. Um lugar de acolhimento onde as pessoas podem ser elas mesmas e cooperar umas com as outras.
Por fim, meus atributos são Hope +1, Altruism +2, Community +1, Calm -1 e Drive 0.

Passo Dois: Escolha seus Moves. Eu já começo com o Move Channel que me permite absorver emoções negativas ao meu redor aumentando a Harmonia ao risco de aumentar minha Corrupção, duas características marcantes nesse jogo. Eu escolho duas emoções negativas para absorver. Eu escolho Angústia (Anguish) e Crueldade (Cruelty).
Além deste, eu posso escolher dois outros Moves.
Dentro do conceito de Cardume, acho que os Moves que mais se encaixam são Lay Down Your Burden e Synchronicity. O primeiro aumenta minhas habilidades de cura e me permite tirar pontos de Corrupção ao risco de canalizá-los para mim e o segundo me permite conectar empaticamente todos os meus amigos para trabalharem juntos melhor.

Passo Três: Responda às Ligações. Por fim, eu respondo ao menos uma das perguntas de ligação. Cada uma dessas perguntas deveria me conectar a outro PC. Como sou apenas eu aqui vou fazer uma conexão com um NPC.
Escolho essa pergunta:
You drew the corruption from an ally and channeled it to defeat a threat.
Who did you draw it from and what did you learn about them?
Traduzindo:
Você drenou a corrupção de um aliado e a canalizou para vencer uma ameaça.
De quem você drenou e o que você aprendeu sobre essa pessoa?
Vou dizer que drenei de Kane, o tubarão de quatro braços (isso é uma das ilustrações do livro) que foi criado para ser um soldado. Eu canalizei toda a angústia dele e descobri o quanto ele nunca quis ser uma arma, mas o quanto ser uma arma o faz se sentir separado de tudo e de todos. Peguei essa ideia do Redeemer, um outro playbook com o qual eu jogaria esse jogo fácil.

E é isso! Ainda há movimentos de equipe e movimentos de corrupção, mas esses ou eu não escolho ou dependem de ganhar pontos de Corrupção ao longo do jogo. Um detalhe interessante é que esses movimentos de Corrupção são MUITO poderosos, mas o custo a pagar é um dano não apenas ao personagem, mas um dano a própria comunidade que se está tentando proteger. Vi uma entrevista com o autor onde ele disse que o objetivo eram esses poderes serem tentadores mesmo.

Cardume está pronto para te envolver e acolher toda a sua profundidade.
_______________________________________________________-
Cardume
Playbook: The Empath
Pronouns: They/ We/Us
Look: Lithe & Lustrous
Gifts: Energy Conduit & Telempathy
Attitude: Radiant.
Home: A Social Center.

Stats:
Hope +1
Altruism +2
Community +1
Calm -1
Drive 0

Moves:
Channel (Anguish & Cruelty)
Lay Down Your Burden
Synchronicity

Links:
You drew the corruption from an ally and channeled it to defeat a threat.
Who did you draw it from and what did you learn about them?
I drew the anguish from Kane, and discovered not only he never wanted to be a weapon, but as being a weapon put him apart of everyone else.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Mil Faces de um RPGista - Desafio dos Bandeirantes - Fernando Gusmão


Jogo: Desafio dos Bandeirantes
Autoria: Carlos K. Pereira, Flávio Andrade e Luiz Eduardo Ricon.
Editora: GSA. Ao começar a montar esse personagem achei em uma pesquisa que a New Order estaria trabalhando em uma nova edição desse jogo para D&D 5e, como o post que encontrei era de 2017 não sei se o projeto foi para frente.
Experiência: Comprei os livros no início dos anos 2000, li mas nunca coloquei na mesa.
Livros usados: Só o básico.

Desafio dos Bandeirantes foi um dos primeiros RPGs brasileiros e o primeiro a usar temas e elementos retirados da história e cultura brasileiras. O jogo coloca Bandeirantes como aventureiros explorando a Terra de Santa Cruz, um continente fantástico inspirado em lendas e mitos e causos brasileiros.
Existe uma certa questão em romantizar e tornar heróis os bandeirantes, pessoas que foram responsáveis pela destruição de quilombos e a execução de várias tribos indígenas ainda nos séculos XVI e XVII. Isso foi apontado em um grupo de discussão em que eu participava na época que esse jogo saiu e um dos autores que também estava no grupo respondeu que é o mesmo que romantizar cavaleiros, samurais e gangsters em outros jogos. O que teria uma certa razão… se não vivêssemos em um dos países que mais nega sua própria história e os danos que ela causa até hoje. Não sei se depois os criadores de Desafio dos Bandeirantes voltaram um pouco atrás em suas posições já que todos os suplementos que saíram para esse jogo focam em jogar com NÃO bandeirantes.
No início dos anos 2000 eu comprei um pacote de segunda mão em uma loja que tinha aqui no Rio de Janeiro, de forma bem similar a como adquiri meu D&D 3e na mesma época. Junto com o livro base também vinha no pacote os suplementos Quilombos da Lua (que foca nos quilombos e na luta pela liberdade dos negros escravizados) e Vale dos Akritós (que foca em personagens indígenas). Até hoje eu não li esses suplementos, talvez eu agora me empolgue de ler para criar personagens para esse projeto.

Vamos criar um bandeirante.

Passo Um: Raça. Esse foi outro ponto controverso na época. Na primeira tiragem desse jogo, os negros tinham um atributo de inteligência menor que as outras raças. A justificativa era de que eles teriam menos acesso à tecnologia, mas haviam outras formas de fazer isso. Meu livro é da segunda tiragem quando eles consertaram essa cagada então não sei se os indios também tinham isso, até onde me lembro, não.
As raças determinam os atributos iniciais, algumas habilidades (e poderia ter algumas desvantagens como ter menos acesso à tecnologia, por exemplo) e quais classes, digo, profissões eu posso pegar.
Como pretendo ler Quilombos da Lua e Vale dos Akritós, vou deixar para fazer personagens negros e indígenas então, o que me deixa as opções branco, mulato (sim, o termo é controverso, mas na época não era tanto, ou ao menos não se falava tanto sobre isso) e mestiço (mistura de branco com índio, não lembro qual foi a justificativa na época para não usar caboclo).
Acho que vou fazer um branco mesmo. Na descrição falam dos expulsos da metrópole e gosto dessa ideia. Vou chamá-lo de Frederico Gusmão.

Passo Dois: Profissão. Como branco as minhas opções são jesuíta, guerreiro, rastreador, bruxo e ladrão. Baseado na minha escolha anterior, vou fazer um ladrão. Gusmão teria sido um dos criminosos que foi mandado à metrópole fazer trabalhos forçados para ajudar a colonizar a Terra de Santa Cruz.

Passo Três: Atributos. O jogo trabalha com sete atributos: Força, Destreza, Resistência, Inteligência, Sabedoria, Carisma e Sorte. Dois desses começam com 11 baseado na sua raça, os outros começam com 10, com exceção de Sorte que começa com zero. Como branco eu começo com 11 em Destreza e Resistência.
Cada profissão tem bônus e penalidades nos atributos. Interessante fazerem isso com as classes em vez de com as raças. Como ladrão tenho um -1 em Força e um +1 em Destreza.
Além disso eu jogo 7d6 e distribuo o resultado desses dados um em cada atribuo a minha escolha. Peraí que vou rolar uns dados: 4, 2, 1, 5, 5, 4, e 2. Acho que o primeiro 5 vai para Destreza, o segundo vai para Sorte já que considero os dois atributos importantes para um ladrão. Um dos 4 vai para Inteligência e outro vai para Carisma. O que me deixa com os dois 2 e com o 1. O 1 vai para Sabedoria, se Gusmão fosse mais sagaz não teria sido jogado para o outro lado do oceano. O que deixa os últimos 2s para Força e Resistência.
Resultado final: Força 11, Destreza 17, Resistência 13, Inteligência 14, Sabedoria 11, Carisma 14 e Sorte 5. Nada mal.
Ah! Eu também tenho alguns atributos secundários aqui. Posso carregar 50/100kg e minha velocidade é 14 (Força+Destreza/2).

Passo Quatro: Habilidades. Eu tenho 170 pontos para distribuir em habilidades, sendo que 20 obrigatoriamente vão para esquiva (então porque não colocar logo e me dar 150?), 100 tem de ir para minhas habilidades de carreira e os outros 50 devem ser distribuídos nas habilidades gerais.
Pra mim, faria mais sentido que esses últimos 50 fossem para gerais ou de carreira, mas é o design dos anos 90.
Deixa eu ver agora como eu gasto esses pontos…
Ok, eu posso gastar até 20 pontos em cada habilidade e somo o atributo relacionado com ela. Esse sistema é d100? Não lembrava. Vou dar uma olhada nisso mais pra frente.
Começando com minhas habilidades de carreira (não deveria ser de profissão?), eu quero: Abrir Fechaduras (Sab), Escapar de Amarras (Des), Esconder-se nas Sombras (Des), Furtar (Des), Lutar com Faca/Adaga (Des), Mover-se Silenciosamente (Des) e Percepção (Int). Vou distribuir na ordem: 20, 10, 20, 20, 10, 10 e 10.
Já as habilidades gerais… impressionante, quase nada que me interesse. Vamos lá, vou pegar Caça e Pesca (Des), Correr (Des), Religião (Sab), Jogos de Azar (Int) e Senso de Orientação (Int), que vão receber respectivamente 10, 15, 5, 15 e 5. Gusmão é um trapaceiro e um fujão e sabe o suficiente de religião para ser bem supersticioso e olhe lá.
Acabei de confirmar que o sistema é d100 mesmo. Como o máximo que um personagem inicial terá em uma habilidade é 39, isso significa que um personagem inicial irá falhar 3 de cada cinco testes… que legal.

Passo Cinco: Toques Finais. Se eu tivesse pego uma classe com magia eu pegaria agora. Folheando o livro vejo que também preciso determinar minha Classe Social. Não há nenhuma mecânica aqui a não ser que certas raças têm sua Classe Social mais restrita. Gusmão é um homem livre, já tendo pago sua dívida com a sociedade (ou assim ele diz). Também faltou pegar equipamentos, mas acho isso muito chato então só vou considerar que ele tem a roupa do corpo, uma adaga e alguns contos de réis e vou dar por terminado.

Desafio dos Bandeirantes tem o mérito de ter sido o primeiro RPG com temas brasileiros, mas a forma como alguns desses temas foram abordados na época e o sistema tornam ele um jogo bem datado. Talvez se os mesmos autores fizerem uma nova versão hoje, ela sairá melhor.

Por ora, termino por aqui.
________________________________________________________
Frederico Gusmão
Raça: Branco
Profissão: Ladrão
Classe Social: Homem livre

Atributos: Força 11, Destreza 17, Resistência 13, Inteligência 14, Sabedoria 11, Carisma 14 e Sorte 5.

Habilidades: Abrir Fechaduras (Sab) 31, Escapar de Amarras (Des) 27, Esconder-se nas Sombras (Des) 37, Furtar (Des) 37, Lutar com Faca/Adaga (Des) 27, Mover-se Silenciosamente (Des) 27 e Percepção (Int) 24. Caça e Pesca (Des) 27, Correr (Des) 32, Religião (Sab) 16, Jogos de Azar (Int) 29 e Senso de Orientação (Int) 19. Esquiva 37

Equipamentos: Uma adaga e um baralho de cartas.

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Mil Faces de um RPGista - Red Steel - Amaglya


Jogo: Red Steel Campaign Setting
Sistema: Advanced Dungeons & Dragons 2nd ed.
Autoria: Tim Beach
Editora: A finada TSR.
Experiência: Eu tenho esse boxed set desde os anos 90. Li pelo menos uma vez e ACHO que cheguei a mestrar uma vez, mas não foi muito bem recebido pelos meus jogadores na época.
Livros usados: O Player’s Handbook dessa edição do AD&D, o Campaign Book que vem na caixa. Talvez eu pegue o Lands of the Savage Coast para pegar algumas inspirações para o conceito da personagem.

Acho que foi em 1995 ou 1996 quando vi esse boxed set a venda em uma loja no centro do Rio de Janeiro. A capa com uma espada detalhada com a lâmina vermelha e o anúncio que vinha com um cd de músicas para usar nas suas aventuras me convenceram (acho que o fato de ter ficado encalhado um tempão ao ponto deles resolverem colocar em promoção ajudaram um pouquinho rs). Como disse acima, mestrei uma vez para o meu grupo da época e eles não gostaram então nunca mais coloquei esse cenário na mesa.
Red Steel se passa em uma região de Mystara, um dos mundos mais antigos de D&D. A Costa Selvagem (Savage Coast) foi colonizada recentemente, coisa de uns 200 anos e a região possui uma maldição que confere estranhas habilidades mágicas ao custo algumas fraquezas em seus portadores. Achei interessante toda a estranheza e diferença de proposta do jogo, além de curtir fazer personagens com poderes legais, admito.

Vamos fazer um aventureiro da Costa Selvagem.

Passo Zero: Conceito. Hummmm… não tenho ideia do que quero fazer. Tenho vontade de fazer uma Inheritor, uma pessoa que aprendeu a controlar a maldição vermelha, ganhando até mais habilidades dela, mas não sei se quero mesmo fazer isso. Também gostaria de usar uma das quatro raças novas que o cenário apresenta, mas também não sei qual delas eu quero. Faz tempo que não começo um personagem para esse projeto tão no escuro. Vou dar uma olhada no livro Lands of Savage Coast e ver se alguma ideia surge dali.
O reino de Herath tem uma cidade da magia e eles têm muito interesse em quaisquer informações sobre a maldição vermelha. Então vamos fazer uma personagem de lá, onde há uma predominância dos Aranea, uma raça de aranhas antropomórficas. Então farei uma aranea wizard chamada Amaglya.

Passo Um: Habilidades Básicas. Vamos rolar dados. Usando o método que já usei em outros personagens de Ad&d aqui, vou rolar 4d6, descartar o dado mais baixo e repetir isso seis vezes. 16, 10, 12, 09, 11, 11. Nossa! Como rolei mal. Mas esse é o problema de qualquer jogo quando se baseia totalmente em aleatoriedade, fazer o quê, né?
Logo de cara, o 16 vai pra Int. O 09 vai pra Str, porque é o típico dump stat de magos. O 12 vai pra Cons, porque se tem algo que wizard precisa é ponto de vida. Sobram os dois 11 e o 10 que são a mesma coisa na prática. Os 11s vão para Wis e Cha e o 10 pra Dex. Pronto.

Passo Dois: Raça. Como disse, Aranea. O que modifica alguns atributos. Os números finais são: Str 07, Dex 12, Cons 10, Int 18, Wis 11 e Cha 11. Eu também ganho algumas habilidades por minha raça.

Passo Três: Classe. Já tinha escolhido Wizard, mas deixa eu ver se vale a pena pegar Specialist e focar em uma escola de magia, o que me daria mais um spell slot por nível de magia ao custo de não poder pegar magias de uma escola “opositora”.
Dei uma olhada no livro e já vi que não dá. Porque para ser uma especialista precisa de uma habilidade 15 ou 16 além dos 09 de Int requeridos pra ser wizard.
Vamos ver quantos Hit Points eu tenho. Como já fiz aqui e aqui, estou fazendo essa personagem no nível 3, então vamos rolar 3d4 e ver no que vai dar. Tirei 3, 3 e 2 para um total de 8 pontos de vida. Meu THAC0 é 20 e começo com dois slots de magia de primeiro nível e um slot de magia de segundo nível.
Dei uma relida aqui no Player’s Handbook e mais uma vez vi que essa edição não especifica quantas magias o mago tem no seu spellbook no primeiro nível.
Vou considerar que ela tem dez magias em seu spellbook entre magias de primeiro e segundo nível. Lembro que meu grupo fazia essa houserule antigamente, mas vou deixar pra escolher minhas magias mais pra frente.

Passo Três e meio: Kit. Kits foram introduzidos nos famosos “livros vermelhos”, os “complete handbook of alguma coisa qualquer”. Acho que Red Steel foi o primeiro cenário a trazer a opção de kits do próprio cenário (pelo menos o primeiro que eu vi, se houve outro eu não sei). Eu já disse que eu quero ser uma Inheritor que é alguém que pesquisa sobre a maldição vermelha e, com isso, pode adquirir mais habilidades (e mais desvantagens) dessa maldição. Lendo aqui, eu já vou receber mais um “legacy” por estar fazendo um personagem de terceiro nível.

Passo Quatro: Proficiences. Eu já recebo Alchemy pelo meu kit. Deixa eu ver o que mais posso pegar. Com certeza eu quero Legacy Lore. Ainda tenho quatro “nonweapon proficiency slots” pra gastar. Dou uma olhada no PHB e quero pegar Ancient History, Rope Use (pode ser útil pra usar minha teia), Spellcraft e Reading/Writing (como isso não é automático para magos eu nunca vou entender). Com meu único “weapon proficiency slot” eu pego proficiência com adagas que serão úteis como armas e como instrumentos de trabalho.

Passo Cinco: Equipamento. Primeiro vamos ver quanto dinheiro eu tenho: (1d4+1)x10 peças de ouro. Total de 40 peças. Que mixaria!
Como requerimento do meu kit, preciso pegar uma arma de red steel. Esse foi o motivo de eu ter pego proficiência com adagas (já que não dá pra pegar um bastão de metal… ou dá? Sei lá!). Uma adaga de red steel custa 20 peças de ouro, dez vezes mais que uma de aço comum. De resto eu pegaria o kit do aventureiro feliz, mas não tem isso já separado nessa edição e não tenho saco de ir pegando cada item. Então vamos considerar que eu gastei as outras 20 peças nisso e seguir em frente.

Passo Seis: Legado. Bom, vamos ver quais os legados da minha personagem. Eu rolo 2d20 e comparo com a tabela da região 4, onde fica Herath. Eu rolo 2 e 7. O que me dá as habilidades de Animate e Disguise. Basicamente eu posso animar objetos e mudar minha aparência. Deixa eu ver os problemas que eu ganho com isso. Animate deixa minha personagem inquieta, em constante movimento, até seu cabelo está sempre se movendo; e Disguise faz com que o corpo dela fique mudando o tempo todo, mudando de cor, criando pelos ou escamas e depois perdendo estes. Bem interessante como ambos se comunicaram.

Passo Sete: Magia. Vamos escolher as magias do meu spellbook. Eu quero magic missile, grease, sleep, cantrip, dancing lights, tenser’s floating disk e detect magic como minhas magias de primeir nível. E Invisibility, ESP e Forget para o segundo nível. Amaglya começa com magic missile, dancing lights e invisibility preparados.

E é isso! Só falta decidir o alinhamento e acho que True Neutral é a melhor opção para essa personagem. Ela vê tudo como um enigma a ser decifrado e é capaz de não se ater a questões éticas para conseguir as respostas que deseja. Quase uma anathema ao meu personagem anterior.

Amaglya está pronta para viajar pela Costa Selvagem para reunir informações sobre a maldição vermelha.
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Name: Amaglya
Race: Aranea
Class: Mage
Basic Abilities:
Strength 07
Hit Prob -1 Damage Adj. Normal Weight Allow 20lb Max. Press 55 Open Doors 4 Bend Bars/Lift Gates 00%

Dexterity 10
Reaction Adj. 0 Missile Attack Adj. 0 Defensive Adj. 0

Constitution 12
Hit Point Adj. 0 System Shock 80% Ressurrection Survival 85% Poison Save 0 Regeneration Nil

Intelligence 18
# of Lang. 7 Spell Level 9th Chance to Learn Spell 85% Max # of Spells/lvl 18 Spell Immunity ----

Wisdom 11
Magical Defense Adj. 0 Bonus (Divine) Spells 0 Chance to Spell Failure 10% Spell Immunity ----

Charisma 11
Maximum # of Henchmen 4 Loyalty Base 0 Reaction Adjustment 0

True Neutral

THAC0 20 
AC 10
Attacks/turn: 1/1 (with dagger).

Weapons:
Red Steel Dagger Attack 20 Speed 2 Dmg 1d4/1d3 Piercing

Mage Spells:
1st Level: 2/day
Magic Missile
Dancing Lights

2nd Level: 1/day
Invisibility

Saving Throws:
Paralyzation, Poison or Death Magic: 14
Rod, Starff, or Wand: 11
Petrification or Polymorph: 13
Breath Weapon: 15
Spell: 12

Proficiences:
Alchemy 15, Ancient History 17, Legacy Lore 17, Rope Use 10, Spellcraft 16, Reading/Writing 19.

Kit: Inheritor
Legacies: Animate and Disguise.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Mil Faces de um RPGista - Blades in the Dark - Gaivotas Negras


Jogo: Blades in the Dark
Sistema: Forged in the Dark (uma variante do Powered by the Apocalypse)
Autoria: John Harper
Editora: Evil Hat Productions, a versão brasileira é da Redbox Editora (Ou Burô Editora agora).
Experiência: Só li o livro, ainda não consegui colocar na mesa.
Livros usados: Só o básico.

E estamos de volta à Doskvol. Dessa vez para criar um bando. Esse é um conceito que já vi em alguns outros RPGs onde o grupo dos jogadores são um personagem controlado coletivamente, representando os recursos compartilhados e a capacidade de fazer algumas ações como grupo. No caso de Blades in the Dark, essas ações são usadas nas disputas dos vários bandos de criminosos da cidade pelo controle das áreas e das atividades criminosas ali.

Passo Um: Escolha o Tipo de Bando. Existem seis opções. Apesar de achar o Culto divertido e os Bravos (mercenários) serem o caminho mais fácil, eu gosto da ideia dos Sombras. Um grupo de ladrões e espiões metido no meio da guerra nem tão fria das várias facções que disputam o poder na cidade.

Passo Dois: Escolha uma Reputação Inicial e o Covil. Estou pensando em um grupo de informantes e ladrões. Nossa reputação é Silenciosos. (sim, piadas de “silencioso mas mortal” me vêm a mente rs). O bairro da nossa sede são as docas e nosso covil fica em um barco de leviatã abandonado quase submerso.

Passo Três: Determine sua Área de Caça. Apesar de nossa sede ser nas Docas, como nosso bando é iniciante acho que eles atuam mais no Pé-de-Corvo. E nós pagamos uma moeda para a facção que domina o local. Ao menos, por enquanto. Nossa operação favorita é o Roubo.

Passo Quatro: Escolha uma Habilidade Especial. Deixa eu ver a Cartilha do Bando. Como estou pensando em um bando de crianças que cresceu roubando juntos (baseado na personagem que criei anteriormente para esse jogo) acho que Sincronizados encaixa muito bem.

Passo Cinco: Selecione os Upgrades do Bando. Meu bando já começa com Treinamento: Valentia e Covil Escondido como upgrades iniciais. Eu posso escolher mais dois. Vamos ver a lista...Sei que quero Mapas e Chaves do Subterrâneo, mas estou na dúvida quanto ao segundo. Se entendi direito “parceiros” são os npcs que fazem parte do bando, então acho que Sorrateiros de Elite é uma boa opção.

Passo Seis: Escolha um Contato Preferido. Entre as opções oferecidas eu gosto de dois em particular. Acho que vou ficar com Rigney, dono de taverna. O clichê é bom demais para deixar passar.

Por fim, preciso criar um nome para nosso bando. Remelentos é o primeiro nome que me vem a mente, uma lembrança dos tempos de criança, mas acho que estraga demais a ideia de um grupo sério. Talvez eles ganhem essa alcunha se começarem a fazer muita merda. Penso em um nome de pássaro. Gaivotas Negras. Gostei.
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Gaivotas Negras
Sombras
Categoria 0
Controle Forte 0
Moral 2
Moedas 2

Reputação: Silenciosos
Covil: Barco de caça de leviatãs quase afundado ao sudoeste das docas.
Área de Caça: Pé-do-Corvo.
Habilidade Especial: Sincronizados.
Upgrades: Treinamento: Valentia, Covil Escondido, Mapas e Chaves do Subterrâneo, Sorrateiros de Elite.
Contato Preferido: Rigney, dono de taverna

Mil Faces de um RPGista - Blades in the Dark - Lymthia


Jogo: Blades in the Dark
Sistema: Forged in the Dark (uma variante do Powered by the Apocalypse)
Autoria: John Harper
Editora: Evil Hat Productions, a versão brasileira é da Redbox Editora (Ou Burô Editora agora).
Experiência: Só li o livro, ainda não consegui colocar na mesa.
Livros usados: Só o básico.

Acho que Blades in the Dark foi o primeiro “spin-off” de Powered by the Apocalypse. Estou na dúvida se Belongings Outside Belongings não saiu primeiro com Dream Askew. Mas, de qualquer forma, sem dúvida é a variante mais famosa desse sistema tão simples e querido. Diferente de PbtA os moves são construídos na ficha do personagem em suas Ações, que substituem os atributos de RPGs mais tradicionais.
O jogo ocorre em um cenário de fantasia onde grande parte do mundo foi destruído por um cataclismo cerca de mil anos atrás e não existe mais o sol, o que mantém o mundo oscilando entre uma penumbra ou uma escuridão impenetrável. Os jogadores são criminosos de vários tipos tentando ganhar poder na cidade de Doskvol dando golpes. O jogo tem uma pegada meio “Onze Homens e um Segredo”, com direito a flashbacks para preparações do plano, mas em um cenário de fantasia bem dark
Eu vou fazer dois personagens nesse sistema, um aqui e em outra postagem vou fazer um Bando que é uma das coisas legais desse sistema, ter uma ficha de personagem para seu grupo como um todo.

Por agora, vamos fazer uma criminosa.

Passo Um: Escolha uma Cartilha. Que é como eles traduziram “Playbook”. Eu gosto de todos e se fosse realmente jogar seria um problema escolher um. Eu gosto muito do Aranha e do Sussurro, mas acho complexos demais para mim nesse momento. Depois de olhar todos, tive uma ideia para essa personagem e vou de Retalhadora.

Passo Dois: Escolha as Raízes. Decido pegar Akoros, o grande Imperium que dominou quase tudo que restou do mundo. Talvez minha personagem seja até da própria Doskval, nascida e criada (mais ou menos) aqui.

Passo Três: Escolha um Histórico. Acho que é o momento de escolher um nome e começar a detalhar a história dessa personagem. Dou uma olhada na lista de nomes e pego Lynthia. Escolho o histórico de Criminosa para ela. Lynthia cresceu nas ruas. Ela sempre foi grande para sua idade, grande demais para ser uma punguista, mas grande o suficiente para roubar os mais fracos que ela. Logo ela percebeu que ganharia mais tomando desses fracos uma parte de seus roubos em troca de proteção. E ela levava seu serviço de proteção a sério. Isso lhe fez conseguir respeito entre os pequenos punguistas da cidade e ódio por parte dos Casacas.

Passo Quatro: Distribua Pontos de Ação. Eu agora tenho quatro pontos para distribuir entre as várias ações do jogo. São doze ao todo. Eu já começo com dois em Brigar e um em Comandar. Acho que quero mais um em Comandar, um em Convencer e um em Esgueirar. Acho que um em Socializar também pode ser útil por isso coloco meu último ponto ali.

Passo Cinco: Escolha uma Habilidade Especial. Estou na dúvida entre Guarda-Costas e Trate com Respeito. Acho que o segundo tem mais a ver com a minha visão dessa personagem. Isso me permite enfrentar vários inimigos mais fracos de uma vez.

Passo Seis: Escolha um Amigo Próximo e um Rival. Olhando a lista de amigos e rivais sugeridos na Cartilha do Retalhador, acho que Graça, uma assaltante, pode ter sido uma das crianças que Lynthia protegeu. Ela tem ainda uma dívida de gratidão comigo, e talvez até algo mais. Já Marlene, a pugilista, pode ser uma rival, alguém que sempre disputa com ela quem é a mais forte.

Passo Sete: Escolha seu Vício. Todos os personagens em Blades in the Dark possuem um vício que usam para “relaxar” entre um golpe e outro. Acho que vou no mais tradicional: Bebida. Após um golpe bem-sucedido Lynthia vai para o bar encher a cara para comemorar. Em um golpe mal-sucedido ela vai beber para esquecer o dia de merda que teve. Ela prefere o bar da Therza, nas docas, onde a cerveja é barata e ninguém reclama quando ela começa a cantar desafinado depois da terceira caneca.

Passo Oito: Anote seu Nome, Alcunha e Aparência. Lynthia é seu nome, mas só as crianças que cresceram com ela a chamam assim. Para todos os outros ela é a Tigresa das Docas, uma mulher de pouco mais de um metro e noventa, com ombros largos e cheia de cicatrizes nas costas e nos braços. Ela lutava quando criança e continua lutando até hoje.

Minha cartilha já traz uma lista do meu equipamento e só preciso escolher o que vou levar quando formos dar o golpe. Acho que Lynthia é quem vigia o local em caso de problemas. Quando os problemas acontecem (porque invariavelmente eles acontecem) ela entra em ação.

Foi bem rapidinho de montar. Espero que o jogo em mesa funcione tão bem quanto a montagem de personagem.
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Lynthia (Tigresa das Docas)
Cartilha: Retalhadora
Raízes: Akoros
Histórico: Criminosa.

Ações:
Brigar 2
Comandar 2
Convencer 1
Socializar 1
Esgueirar 1

Habilidade Especial: Trate com Respeito

Vício: Bebida.

Amigo: Graça, a assaltante.
Rival: Marlene, a pugilista.

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Mil Faces de um RPGista - Dinossaur Princess - Kimberly


Jogo: Dinossaur Princesses – A Story Game of Collaboration and Cooperation for All Ages.
Autoria: Hamish Cameron & Dana Cameron.
Editora: Ardens Ludere
Experiência: Só li o livro, mas desde então quero muito colocar na mesa. Parece muito divertido.
Livros usados: Só o básico.

Dinossaur Pricesses é um RPG infantil onde você joga com uma princesa que também é um dinossauro. Como o jogo é voltado para crianças e nem todas sabem o que um adulto considera um dinossauro o autor coloca que qualquer criatura que a criança identifique como um dinossauro é um dinossauro para os efeitos desse jogo.
As regras têm uma proposta voltada para o trabalho em equipe e a cooperação. A cada desafio uma das jogadoras (e o livro assume o gênero feminino como padrão mas pessoas do gênero masculino ou neutro também podem jogar sem problemas) escolhem uma líder que é quem vai rolar os dados. As outras jogadoras descrevem como vão ajudar na situação e isso vai conferindo mais dados à líder ou vai reduzindo a dificuldade. É um sistema bem legal.

Vamos criar minha Princesa Dinossaura.

Passo Um: Nome e Pronomes. Primeiro eu decido o nome e os pronomes com que minha Princesa Dinossaura se identifica. Como já estou falando dela no feminino vou assumir que os pronomes dela são ela/dela. Quanto ao nome… pensei em Kimberly e curti.

Passo Dois: Que tipo de Dinossaura é você? Eu agora escolho o tipo de dinossaura minha princesa é. Eu adoro os triceranotops desde que eu assistia Transformers quando era criança e apareceram os dinobots. Então esse será meu tipo de dinossuara. Eu escolho então duas palavras para descrever meu tipo de dinossaura, deixa eu ver a lista de sugestões do livro… Acho que vou ficar com Otimista e Espetuda (para descrever os três chifres na cabeça).

Passo Três: Que tipo de Princesa é você? Hummmm… isso é mais complicado. Afinal, princesas podem ser o que elas quiserem. Dou uma olhada na lista de sugestões do livro de novo e quero ser uma princesa astronauta. Dinossauros e viajar pelo espaço? Duas coisas que minha criança interior com certeza adora. Novamente eu escolho duas palavras para descrever o meu tipo de princesa. Acho que eu quero Aventureira e Inventiva, afinal você precisa ser as duas coisas para viajar pelo espaço, não!?

E é isso! O jogo não tem números na ficha, apelas palavras. Ainda quero experimentar esse jogo em mesa, realmente parece divertido.
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Kimberly
Ela/Dela

Que Tipo de Dinossaura é Você?
Triceranotops.

Escolha duas Palavras descrevem suas forças como DINOSSAURA.
- Otimista
- Espetuda

Que Tipo de Princesa é Você?
Astronauta

Escolha duas Palavras descrevem suas forças como DINOSSAURA.
- Aventureira
- Inventiva

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Mil Faces de um RPGista - L5R 2e - Kuni Yakusoku


Jogo: Legend of the Five Rings Second Edition
Autoria: Ree Soesbee (Org.)
Editora: Alderac Entertainment Group
Experiência: Com o cenário, muita, com essa edição só fiz alguns testes e vi que o sistema não funcionava.
Livros usados: O Player’s Guide dessa edição, a única a ter o livro básico dividido em dois livros.

Bem-vindos de volta à Rokugan. Onde a honra é mais afiada do que o aço. Esse é o terceiro personagem deste cenário a aparecer aqui no Mil Faces de um RPGista, eu já fiz um para a primeira e uma para a quinta edição. Mas agora eu sorteei a segunda então vamos lá.
Eu estava relutando em fazer um personagem para esta edição porque acho que eles cagaram um pouco o sistema aqui. Basicamente mudaram a forma como funciona o sistema de rolar e manter dados, agora você rola um número de dados igual sua skill e mantém um número igual ao seu atributo, pronto. Tem outros problemas aqui e acolá, mas acho que esse foi o pior de todos. É engraçado porque se você olhar a maioria dos suplementos da segunda edição vai ter a sensação (ao menos eu tive) de que os autores simplesmente ignoraram isso e continuaram a fazer personagens, vantagens e técnicas com o sistema da primeira edição em mente.
Em termos de ambientação avançamos oito anos desde a primeira edição. Estamos nos tempos descritos pelo card game, A Guerra dos Clãs se espalha pelo Império Esmeralda. A linhagem Hantei sofreu várias perdas devido a uma praga desconhecida (causada pela abertura do primeiro dark scroll mas poucos sabem disso), Bayushi Shojo tem uma visão de que o Imperador levará ao fim do Império e dá um golpe de estado que dá errado levando o Clã do Escorpião a ser exilado e se esconder. A guerra entre Grou (eu prefiro chamar de Garça, mas essa é a tradução oficial) e o Leão se intensifica. O Caranguejo faz uma aliança perigosa com seus milenares inimigos das Shadowlands, e mesmo o contemplativo Fênix exibe sinais de corrupção. O Dragão, como sempre permanece misterioso e o ex-campeão do Leão, Toturi, agora um ronin está levantando um enorme exército para um propósito desconhecido.
Vamos fazer um samurai!

Passo Um: Conceito. Eu já fiz um bushi do Leão e uma monge do Fênix. Dessa vez eu quero fazer um shugenja, que são meio que os magos/sacerdotes desse cenário. Eu até tinha um conceito legal para fazer um personagem do meu clã favorito, o Dragão, mas esqueci que os eventos que comporiam a sua história só vão acontecer na terceira edição. Então estou cogitando fazer um shugenja do clã Caranguejo ou do Escorpião. Um teria ligações com as Shadowlands e outro teria conexão com a Sombra.
Pensei um pouco e acho que dá pra aproveitar ao menos parte do conceito que eu tinha para um shugenja do Dragão em um shugenja do Caranguejo. Vamos com isso.
Kuni Yakusoku cresceu em um clã acostumado com a guerra constante com as forças das Terras das Sombras ao sul. Mas ao longo dos últimos anos algo mudou. Mesmo sendo ainda uma criança, Yakosoku pode ver seu clã se voltando para o norte, para o Império, e havia cobiça em seus olhos. Quando o golpe do Escorpião ocorreu, ele ainda era um estudante da escola Kuni, mesmo assim fora deixado para trás enquanto seu clã se moveu em centenas de barcos construídos em segredo para Otosan Uchi, a capital do Império. Nem mesmo os membros de seu clã sabiam o que seu daimyo, Hida Kisada, faria. Ele estava indo enfrentar Bayushi Shoju ao lado dos outros clãs, ou ele pretendia se aliar a este para tomar o trono e limpar o Império? No fim, Kisada se aliou aos outros clãs, mas em seu retorno o sentimento de incômodo não passou. Como se preparando para a Guerra que viria, as pesquisas dos Kuni que se voltavam a descobrir como matar as criaturas das Terras Sombrias passou a ser direcionada para controlá-las e usá-las contra os outros clãs, mesmo ao risco de nossas próprias almas.
Quando o momento chegou, Yakusoku não teve um gempukku formal. A Guerra dos Clãs já explodia e o Caranguejo marchava para o norte, ao lado das criaturas que sempre enfrentaram. Ele não pode aceitar isso, por isso assumiu seu nome, Yakosoku (promessa), como uma promessa de encontrar uma forma de salvar seu clã… de si mesmo.

Passo Dois: Clã, Família e Escola. Acho que já defini tudo isso na história acima, mas vamos pegar agora alguns números. Como membro da família Kuni eu ganho +1 em Intelligence e como membro da Escola Kuni se Shugenja eu recebo +1 em Willpower, Honra 1.5 e um ponto nas perícias Calligraphy, Defense, Kenjutsu, Meditation, Lore (Shadowlands) e mais um ponto em uma High Skill e um ponto em uma Weapon Skill. Olhando a lista de sklls eu acho que Sincerity seria a mais apropriada, apesar de repudiada pelo Caranguejo é a melhor forma de Yakusoku buscar as informações que precisa em sua busca levantando o mínimo de suspeitas sobre si. Para Weapon skill eu pego Subojutsu que envolve o uso de armas pesadas como Tetsubo e o Die Tsuchi, algo muito alinhado com um Caranguejo fiel a suas raízes.

Passo Três: Distribuir Pontos. Eu agora tenho 25 pontos para distribuir em vantagens e perícias. Eu também posso pegar até dez pontos de desvantagens em um formato bem clássico de point-buy.
Dando uma lida na lista de vantagens do livro aquelas que me chamam a atenção para esse personagem são Clear Thinker (é difícil enganá-lo) e Ratling Ally, que é mais barato para mim por eu ser do clã Caranguejo. Ratling, ou melhor Nezumis, são homens ratos imunes aos efeitos da Terra das Sombras e antigos aliados do Clã Caranguejo. Nas desvantagens a única que me chama atenção é Dark Secret. Acho que se encaixa o fato de Yakosoku estar investigando como minar a aliança entre seu clã e os monstros que eles sempre combateram. Isso me dá um saldo total de menos um, ou seja eu ganho mais um ponto para gastar em atributos e perícias.
Tive de refazer algumas coisas porque esqueci que nessa edição eles igualaram os pontos de criação de personagem e os pontos de experiência, então é um multiplicador em vez de uma compra direta ponto a ponto.
Então quero aumentar Defense, Lore (Shadowlands) e Subojutsu para o nível 3, o que vai me custar um total de cinco pontos para cada (2 para subir para nível dois e mais três para subir para o nível três), ouch! Já se vão quinze pontos.
Vou gastar nove para aumentar minhas Stamina (e minha Terra) para três.
O que me deixa com apenas mais um ponto…
Acho que vou mudar uma coisa. Deixa Defense em 2, o que me faz recuperar três pontos (ficando com quatro no total) e vou aumentar meu Kenjutsu e minha Sincerity para 2 cada.
Mais um motivo para eu não gostar muito dessa edição.

Passo Quatro: Magias. Como parte da minha Escola de Shugenja eu também preciso escolher as minhas magias. Eu já recebo Sense, Commune e Summon, que são as magias básicas de todo Shugenja, eu posso escolher três de Terra, duas de Fogo e uma de Água. Eu também tenho uma Afinidade com Terra e uma Deficiência com Ar. Deixa eu ver o que isso significa porque mudou de edição para edição.
É o que eu imaginava, meu Rank de Escola é considerado um acima ou um abaixo dependendo da afinidade e da deficiência. Ou seja, eu posso pegar magias de Terra como se eu fosse de Rank 2, mas só posso aprender magias de Ar quando subir de Rank e quando isso acontecer será apenas as de Rank 1, o que pode ser ruim para alguém que se pretende ser um investigador. Talvez ele apenas não seja muito bom nisso.
Dando uma lida na lista de magias e pensando que Yakosoku foi treinado para ser um “mago de batalha” eu pego Armor of Earth, Tetsubo of Earth e Jade Strike como minhas magias de Terra, Flames of Purity e Wrath of Osano-wo são perfeitas escolhas para minhas magias de Fogo, agora minha magia de Água me deixou na dúvida. Estou entre Castle of Water, que é protetiva e Path of the Inner Peace, que é de cura. Ambas eu acho que encaixam com o conceito do personagem.
Vou seguir e depois escolho quando for montar a ficha lá embaixo.

Passo Cinco: Equipamento. Como equipamento inicial eu recebo um kimono (ainda bem senão ia andar por aí pelado rs), Sacola de Viagem, Bolsa de Pergaminhos, Katana, Wakisashi, Tanto e 3 Koku, que é o dinheiro nesse jogo. Não estou com muita vontade de comprar mais nada, então é isso.

Passo Seis: Insight e Toques Finais. Agora eu calculo o Insight e outras variáveis do meu personagem.
O Insight é igual à soma dos meus Rings vezes dez (110) mais o total das minhas Skills, que dá 124, bem longe dos 151 que eu preciso para subir de Rank.
Meu TN to be Hit é Reflexes vezes cinco, ou seja, dez.
Minha Honra é 1,5 e minha Glória é 1,0.

E é isso.

Kuni Yakosoku está pronto para lutar pelo seu clã mesmo contra seu próprio clã.

Uma última recomendação, se um dia quiserem jogar Legend of the Five Rings FUJAM dessa edição.
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Kuni Yakosoku
Clan: Crab.
Profession: Shugenja
School: Kuni Shugenja School
Rank: 1
Insight: 124

Earth 3
Stamina 3
Willpower 3
Fire 2
Intelligence 3
Agility 2
Air 2
Reflexes 2
Awareness 2
Water 2
Strength 2
Perception 2
Void 2

Advantages: Clear Thinker (2), Ratling Ally (2)
Disadvantages: Dark Secret
Skills: Calligraphy 1, Defense 2, Kenjutsu 2, Meditation 1, Lore (Shadowlands) 2, Sincerity 2, Subojutsu 2.

Spells: Armor of Earth, Tetsubo of Earth, Jade Strike, Purity of Flame, Fury of Osano-wo, Path of Inner Peace.

Honour: 1,5
Glory: 1,0

Equipment: Kimono, Traveling Sack, Scrool Satchell, Katana, Wakisashi, Tanto, 3 Koku.


quarta-feira, 3 de maio de 2023

Mil Faces de um RPGista - Spycraft d20 - Nathalie Murdock


Jogo: Spycraft – d20 System Espionage Roleplaying Game
Sistema: d20 System.
Autoria: Patrick Kapera & Kevin Wilson.
Editora: Alderac Entertainment Group
Experiência: Tentei montar uma mesa nos anos 2000, mas não consegui. Não sei se mestraria hoje.
Livros usados: Só o básico.

Spycraft foi um dos muitos jogos que surgiram nos anos 2000 pegando carona na onda criada pela abertura do D&D 3e na forma do d20 system. Se não me engano foi lançado pouco antes do d20 Modern (que é uma droga, btw) e foca em jogos de espionagem em um mundo moderno.
Vamos montar uma agente.

Passo Zero: Conceito. Quando comprei esse livro uns vinte anos atrás, uma proposta que eu imaginei foi usá-lo para fazer missões no estilo Esquadrão Classe A. Lembro de ter visto em algum lugar um dos autores admitindo que havia se baseado nessa série dos anos 80 para desenvolver pelo menos três das classes do jogo. Então eu quero me basear no meu personagem favorito do show, Murdock (acho que nunca revelaram o nome dele, só o sobrenome o apelido, Cachorro Louco).
Nathalie Murdock entrou para as forças armadas aos 18 anos com a ideia de servir o seu país e levar democracia a todos os cantos do mundo, assim como seu pai e seu avô. Ela serviu no Afeganistão, usando todo o conhecimento de mecânica que adquiriu ao longo da vida para consertar veículos militares e descobrir bombas que os terroristas deixavam para atingir os soldados americanos. Mas nem tudo foram flores. Ela viu soldados americanos invadirem casas, roubarem afegãos, saquearem mesquitas e jogar a culpa em grupos extremistas. Dois dias depois de fazer uma denúncia ela foi presa, acusada dos crimes que ela mesma denunciou. Agora a Agência (seja lá qual for no cenário da minha campanha fictícia) a tirou da prisão porque precisam de alguém com sua expertise e a coragem (ou loucura) para pilotar como ninguém mais seria capaz. Ela só quer uma chance para ir atrás daqueles que a ferraram e essa é tão boa quanto qualquer outra.
Beleza, já tenho o conceito.

Passo Um: Atributos. Como um bom sistema d20 eu preciso começar definindo meus atributos e modificadores. O livro não explica como eu posso fazer isso, para tal eu precisaria do D&D Player’s Handbook. Era uma das condições para ter o selinho “d20 system” na capa do livro. Como estou com preguiça de catar meu player’s para saber como montar meus atributos com pontos vamos usar o método clássico que é jogando dados. Consigo 11, 16, 16, 9, 14, 17. Dex ganha o 17, Int e Cons ganham os dois 16s, o 14 vai para Wis, o que deixa o 11 para Cha e 9 para Str.

Passo Dois: Departamento. Em vez de raça, spycraft tem os departamentos da agência de espionagem para a qual você trabalha. São oito opções e eu fico entre Military Operations e Urban Assault. Acho que Nat tem mais cara da segunda opção, especializada em manobrar em áreas urbanas e cheias de gente. Vocês já devem ter notado o quanto estou insistindo nessa coisa de pilotar, né? Vão entender em breve.
Meu departamento me dá +2 Dex e -2 Int o que me deixa com 19 e 12, respectivamente.
Também ganho um bônus de +1 em Spot, Hide e em ataques que venham de uma Ready Action. Esses bônus aumentam conforme subo de nível. Ok!
Por último ganho um bônus feat que pode ser qualquer ranged combat feat desde que eu tenha os pré-requisitos. Depois eu vejo isso.

Passo Três: Classe. O jogo apresenta seis classes. Depois nos suplementos eles apresentaram muitas outras, mas vou ficar com essas seis: Faceman, Fixer, Pointman, Snoop, Soldier e Wheelman. Quem conhece o esquadrão classe A pode reconhecer a influência em, pelo menos, três dessas classes. Eu quero a última, Wheelman, que no caso é uma Wheelman. A mulher do volante. É uma classe especializada em usar qualquer tipo de veículo.
No primeiro nível isso me dá BAB +1, Fort +0, Ref +2, Will +0, Def Bonus +1, Init Bonus +1, Dois Budget Points e Zero Gadget Points (ou Quatro, mas isso vem depois).
Eu tenho Vitality (cof cof, hit points) de 1d12+modificador de Constituição, deixa eu rolar aqui… 11+3 = 14.
Eu ganho uma lista de Feats iniciais que depois eu vejo, a habilidade básica Custom Ride que me dá 4 Gadget Points a cada missão só para eu aperfeiçoar meu veículo, outra habilidade básica (acho que é a única classe com duas) lucky que me dá 1d4 extra toda vez que eu usar um action dice para aumentar um teste envolvendo veículos e a habilidade daredevil que me dá acesso a uma lista especial de manobras em cenas de perseguição de veículos.

Passo Quatro: Perícias. A lista é bem longa. Como é o normal do d20 system devo focar nas minhas class skills. Pela minha Classe e Inteligência eu começo com 32 pontos e nada pode ser acima de 4. Já vou gastar 16 em Boating, Driver, Mechanics e Pilot. Mais 12 em Spot, Surveillance e Open Lock e os últimos quatro pontos vou distribuir entre Hide e Swim.

Passo Cinco: Feats. Os famigerados feats! Eu começo com uma lista básica dada pela minha classe: Armor Proficiency (Light), Armor Proficiency (Medium), Weapon Group Proficiency (Melee), Weapon Group Proficiency (Handgun), Weapon Group Proficiency (Rifle), Weapon Group Proficiency (Tactical). Além disso eu tenho um feat do primeiro nível e meu bônus feat de departamento que deve ser de Ranged Combat. Deixa eu dar uma olhada na lista (que é enorme) e ver se algo me chama a atenção.
Apesar de a lista ser grande, só existem três feats básicos de Ranged Combat. Ou eu ganho um bônus para atirar de perto, ou eu atiro de muito longe ou eu posso disparar um monte de balas de uma vez mesmo se a arma não puder fazer isso tecnicamente. Todos os outros são derivados desses e tem um ou o outro como pré-requisito. Escolho Speed Trigger.
Então eu vou para a lista dos Chase Feats, afinal sou uma wheelwoman, e já vejo um que me chama a atenção. “One hand on the whell…” que reduz as minhas penalidades ao dirigir e fazer outra coisa (como descarregar uma submetralhadora no carro ao lado, por exemplo).

Passo Seis: Antecedentes. O livro junta isso com um monte de outras coisas, mas eu resolvi separar. Antecedentes funcionam de forma parecida com a regra de mesmo nome do 7th Sea 1e. Escolho um problema na história do meu personagem e toda vez que isso aparecer na campanha eu ganho mais XP.
Droga, eu esqueci que custam skill points. Bom, Nathalie nunca aprendeu a nadar então e isso me dá 2 pontos para gastar aqui. Coloco eles em Vendetta! Nat quer saber quem ferrou com ela e quer dar o troco. Se eu fosse jogar com essa personagem iria combinar com o mestre para ir se revelando a ligação da primeira pessoa que ela pensou que estava por trás da sua prisão com o plot maior, o que me permitiria comprar mais pontos nisso conforme subisse de nível.

Passo Sete: Toques Finais. Agora sim. Primeiro eu anoto quantos action dices eu tenho por sessão e qual o dado que eu uso. No primeiro nível isso significa 1d4. Posso usar isso para aumentar rolamentos meus, aumentar minha Defesa, ativar falhas críticas de inimigos, recuperar vitalidade e ativar os testes de inspiração e favor que são regras especiais desse jogo.
Depois faço uma descrição de Nathalie e preciso me lembrar de fazer isso no final de cada personagem. Muitas vezes me esqueço.
Nathalie é uma mulher afro-americana baixinha (eu diria que 1,62m), com os cabelos em uma tranças com olhos verdes (um traço de sua ascendência irlandesa). Ela normalmente está usando um macacão confortável quando não está vestindo as roupas e equipamentos da missão. Ela se sente traída por seu país por tudo que viu no Afeganistão e por ter sido presa por um crime que não cometeu.
A última coisa é pegar meu equipamento pessoal, mas acho melhor fazer um passo extra pra isso.

Passo Oito: Equipamento Pessoal. Em vez de dinheiro, Spycraft usa um sistema de compra por pontos, sendo que existem os equipamentos “normais” (comprados com Budget Points) e os especiais (comprados com Gadget Points). Eu recebo um número de BPs igual à meu modificador de Carisma x5 mais quaisquer bônus de classe (que eu não tenho), o que me dá ops! Meu modificador é zero, então eu começo sem equipamento pessoal, o que faz sentido já que acabei de sair da cadeia.
Se eu fosse jogar com essa personagem, no início de cada missão o Controle (como chamam o Mestre nesse jogo) daria um número de BPs para cada jogador que são específicos para a missão. Mas fora isso eu começo sem nada mesmo.
Além disso eu tenho quatro gadget points para turbinar algum veículo que nós podemos receber para a missão. Só de brincadeira vou usá-los.
Só estou na dúvida se dou uma de “Velozes e Furiosos” pegando um carro ou me mantenho no tema “Esquadrão Classe A” e pego um helicóptero. Por que não os dois? Eu pego um carro e gasto todos os meus pontos para pegar a modificação “Proteus Package” que permite transformar um veículo em outro. Pronto um carro-helicóptero para a fuga perfeita.

Ops: Voltei, ao montar a ficha de Nathalie vi que fiz besteira. Ela tem dois Budget Points da classe dela, então deixa eu ver qual equipamento pessoal ela tem aqui. Pensei em pegar o Mechanics Kit, mas custa 4 BPs (!!!), então vou deixá-la sem equipamento mesmo e depois junto com os BPs de missão para comprar as coisas que ela precisa.

E é isso. Fazer esse personagem me empolgou, mas continuo sem vontade de jogar algo que me lembre D&D então não sei quando finalmente colocarei esse jogo na mesa. Mas por ora, é só.
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Nathalie Murdock
Urban Assault
Wheelwoman 01

Abilities: Str 9 (-1), Dex 19 (+4), Cons 16 (+3), Int 14 (+2), Wis 14 (+2) e Cha 11 (0).
Base Attack Bonus +1
Fortitude +3
Reflex +6
Will +2
Defense +1
Initiative +1
Vitality 14

Special Features: Lucky, Daredevil, Custom Ride (4).

Skills: Boating 8, Driver 8, Mechanics 6, Pilot 8, Spot 6, Surveillance 6, Open Lock 8, Hide 7 e Swim 5.

Feats: Armor Proficiency (Light), Armor Proficiency (Medium), Weapon Group Proficiency (Melee), Weapon Group Proficiency (Handgun), Weapon Group Proficiency (Rifle), Weapon Group Proficiency (Tactical), Speed Trigger, “One hand on the Wheel…”.

Backgrounds: Vendetta 2

Action Dice: 1d4